Alô, Chics!

Casamento: o dia do cartório

Alô, Chics!

O dia do casamento civil em geral se resume a uma ida ao cartório, uma espera numa fila de outros noivos e uma rapidíssima cerimonia ministrada pelo juiz de paz. Para dar alguma graça ao evento, que afinal é o grande documento que de fato amarra o casal de modo oficial, pensa-se num almoço ou um brunch dependendo do horário.

Um casal muito querido me convidou para participar dessa assinatura de compromisso seguido de um brunch para 25 pessoas. Soube depois pela mãe do noivo da dificuldade de achar um lugar neste horário. Ninguém aceita reservas para cafés da manhã ou brunches, o que dificulta muito a vida de quem casa num cartório as dez da manhã.

A solução encontrada, e que recomendo, é dar uma olhada em bons hotéis que tenham serviço de café da manhã e de brunch em seu dia a dia normal - e que aceitam reservas de salas especiais ou de mesas separadas. Assim mesmo, tem uma mudança de buffet que termina às 11h para o do brunch que começa as 11h30, o que dá um intervalo um pouco sem assunto.

Mesmo em São Paulo, tão cheio de ofertas e demandas de todo tipo de serviço, não é tão fácil achar lugares agradáveis para comemorações em horários especiais. Hotéis quebram esse galho bem direitinho - embora você tenha que entrar com a decoração de flores, caso queira algo mais pessoal.  Fica aí a dica para quem estiver na procura.
 

Gloria Kalil

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Alugando um terno

Alô, Chics!

Existem homens que não têm nenhum terno no armário. E não são só os muito jovens; conheço senhores com vários fios brancos na cabeça que, num ato de independência, resolveram que não usariam mais esse símbolo do mundo formal masculino.

Mas... um belo dia, o filho de um compadre resolve se casar e o rebelde cavalheiro vai ter providenciar um terno. Por ter a certeza de que jamais usará a vestimenta depois desse evento, opta por alugar e me pede para acompanhá-lo na procura. O que eu não faço por um amigo!

Selecionamos algumas lojas e partimos para a empreitada. Na primeira, somos displicentemente atendidos por um vendedor sem entusiasmo nem energia que nos mostra poucas opções de modelagem em tecidos de péssima qualidade.

Na segunda loja as escolhas são ainda menores, o que nos leva para uma terceira, onde somos atendidos melhor, com mais opções de modelos, de cores e de tecidos. Nem por isso a roupa é uma perfeição: a frente é aceitável, mas as costas fazem algumas pregas impossíveis de serem arrumadas.

Como se não bastasse, o distinto deixou tudo para a última hora e o casamento será dentro de uma semana. Não há muita escolha: vai o terno bom de frente e meu conselho é que meu amigo escolha sempre alguma parede para se encostar durante a festa e evite assim de mostrar as costas franzidas.

O conselho, evidentemente, é péssimo e pode acabar com minha longa e respeitada carreira de consultora. Mas não há o que fazer. Saímos de lá consolados com a ideia que os noivos vão apreciar o esforço e se comover com a tentativa heróica do meu amigo de não estragar o visual do casamento!

Para homens menos folgados, os conselhos são:

1.      Não deixe essa busca para a última hora.
2.      Vá com um amigo ou uma amiga que olhe sua silhueta por trás - pois a maioria dos provadores não têm espelho para as costas.
3.      Compre um terno e trate de não engordar para não perder o coringa.

Beijos,

 

Gloria Kalil

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O reinado do branco e preto

 

Alô, Chics!

Ando com uma grande dificuldade de usar cor. Eu viro, mexo, e quando vejo... estou usando branco e preto. E não sou só eu: tenho reparado que a maioria das pessoas, fashionistas ou não, tem optado por essa dupla, tanto nas roupas do dia-a-dia como nas ocasiões mais formais.

Olho nas vitrines vestidas de outono e não me entusiasmo nem um pouco pelo que está sendo proposto.

Bege? Detesto; que cor é essa? Só serve para derrubar o brilho da pele de qualquer pessoa, seja ela loura, ruiva, morena ou negra. Faça o teste para valer: ponha uma blusa de malha bege e olhe a apagada que ela dá no seu rosto.

Vinho? É uma cor bonita, mas não chegou com muita força. Não se impôs, não convenceu. Verde escuro? Mesma coisa.

Consigo encarar um rosa nude, um laranja, talvez um vermelho. Uso também o marinho total no lugar do preto para uma pequena variada. Fora isso, nada.

Estou achando essa situação muito limitante. Vou sair por esses dias, dar um bom rolê nas lojas para ver se acho alternativas e depois conto para vocês.

Beijos,

Gloria Kalil

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Teatro, Cinema e Moda

Alô, Chics!

Alê Farah acaba de lançar um delicioso livro 101 filmes para quem ama moda, com sua personalíssima e bem informada seleção. Todos os seus filmes favoritos trazem fotos e com comentários sobre o diretor, os atores e os figurinos.



A pedido dela, fiz um prefácio onde eu explicava a diferença entre o trabalho de um estilista e o do figurinista de cinema. O primeiro faz moda para vestir seus personagens e o segundo se utiliza da moda para vestir os seus.

Um pouco na distração e no entusiasmo, acabei aceitando o convite do Eduardo Tolentino, diretor do Grupo Tapa de teatro, para fazer os figurinos da peça Gata em Telhado de Zinco Quente, de Tennessee Williams, que estreia amanhã (04.05) no Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo.

Foi uma experiência e tanto! Nada a ver com o mundo da moda em que contamos com os modelos para valorizar as  roupas, enquanto que no mundo do espetáculo os atores querem roupas que os valorizem assim como aos seus personagens! Muito interessante e válido.

O problema é que o tempo (e o orçamento) é curto e não se encontra com facilidade tudo o que se quer para cada um dos atores. A cada dia uma nova adaptação, um novo susto, mas também boas surpresas.

Em primeira mão, para vocês, os atores da peça experimentando suas roupas no camarim,  tomando um ar ou passando seus textos no teatro. Amanhã é dia de luzes, cortina, ação!




No alto, os atores principais:Barbara Paz e Augusto Zacchi, o casal em crise da peça. No centro, o casal de cunhados André Garolli e Fernanda Viacava. Acima, os pais: Zécarlos Machado e Noemi Marinho

Gloria Kalil

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Os 90 anos da rainha

Difícil foto mais perfeita do que a de Annie Leibovitz com a rainha Elizabeth e seus bisnetos. A luz, as cores, o equilibrio da composição marcam essa ideia de paz, estabilidade e ordem que encantam a humanidade. Por um instante todo mundo esquece os conflitos, as injustiças, as crueldades para respirar e acreditar que a felicidade existe...

A familia real inglesa parece ( e é) a coisa mais careta do mundo. Mas, como todo inglês, sempre tem um toquezinho de excentricidade. Repare nos nomes dos bisnetos de Elizabeth: Isla, Savanah, Mia.



As fotos refletem um estilo de vida baseado, primeiro no dever, depois no afeto. Tanto é que a familia, portanto a continuidade, é totalmente privilegiada. Note-se que ela posou com as crianças, com a filha Anne e com os cães! Nem uma com Phillip, o marido de quase 70 anos de casamento.

Ela deve estar feliz com sua trajetória. Teve seus altos e baixos, passou por grandes apertos familiares e políticos mas soube conduzir a nave com a maior firmeza. Ela sim, é a verdadeira dama de ferro. Meus respeitos, digna senhora.

Gloria Kalil

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Gorjetas em NY

Alô, Chics!

Li outro dia no New York Times que tanto estrangeiros como norte-americanos estão tendo dificuldades em dar gorjetas na Big Apple. Isso porque é, certamente, a cidade onde as gratificações são as mais caras do país.

Como Nova York é um dos destinos favoritos dos brasileiros, apesar do preço do dólar, vou passar para vocês as informações que o jornal divulgou para que vocês se situem diante do problema e não fiquem aflitos e inseguros na hora de dar (ou não dar) gorjetas.

O primeiro conselho é o seguinte: dê gorjetas para todos a quem pedir que façam alguma coisa por você. Por exemplo: pediu um café? Dê alguma coisa. Não pediu para que abram a porta do hotel? Não tem nada que dar.

E quanto se deve dar? Depende do lugar.

Dizem eles que o esperado num restaurante hoje em dia é de 18% a 20%. Bem mais do que os nossos convencionais 10% - que eles acham uma mixaria, é bom que se saiba.

Elizabeth Charrow é uma barista num café da cidade; ela declara que espera ao menos 1 dólar por bebida que serve. Já um porteiro de prédio ou de hotel (que pega táxis, ajuda com pacotes, orienta sobre endereços) espera 50 dólares pelo fim de semana.

Um entregador de flores, de encomendas, de pizza, espera de 2 a 3 dólares por serviço e um chofer de táxi garante que fica satisfeito com gorjetas de até 20% o preço da corrida.

Todos os prestadores de serviço preferem servir aos nova-iorquinos porque sabem que estrangeiros, sejam eles de outros países ou de outras cidades, estão acostumados a dar menos do que os moradores locais. Guarde essas dicas se for viajar para lá para ter um parâmetro na difícil hora de dar gorjetas que deixem as duas partes satisfeitas.

Gloria Kalil

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