Alô, Chics!

Carná 2016

Alô, Chics!

Pra quem gosta de Carnaval, o deste ano está prá lá de bom. Depois de alguns anos de distância do povo, fechado nos grandes desfiles das escolas de samba ou em alguns clubes, o Carnaval desceu de novo para as ruas nos blocos e voltou a ocupar as cidades chamando para a farra todos os cidadãos animados que queriam participar.

Velhos, moços, pobres, ricos, juntos cantando, dançando e virando cerveja, sem dar bola para nada além da vontade de se divertir e dar um tempo nas chateações do dia a dia.

Multidão e bebida, no entanto, é uma combinação que pode dar em encrenca e que tem que ser prevenida o quanto for possível. Uma delas é o assédio sexual. Paquera é uma coisa, forçação de barra e estupro é outra, muito diferente. Por isso, garotas, se sentirem que o caldo pode engrossar - ou se está engrossando além do limite, está aqui uma informação que vai livrar seu carnaval de se tornar um drama.



Duas agências de publicidade, a Lynx e a The Aubergine Panda, fizeram uma campanha (sem fins lucrativos) que disponibiliza um número de telefone para ser chamado, caso alguma de vocês seja abordada de modo agressivo. Achei a ideia ótima. Mais informações no site www.meunumeroe180.com.br e a hashtag #MeuNúmero é180 nas redes sociais.

A frase que resume a campanha é: “Se a abordagem é agressiva, meu número é 180”.

Lembrem-se de que violência contra mulher é crime.
Sentiram insegurança? Chamem o 180 e tenham um maravilhoso Carnaval.

Beijos

 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Choque de culturas

Gostemos ou não, viver em grupo exige regras - senão, caímos na barbárie e na lei do mais forte. A etiqueta, pensada como um conjunto de regras de civilidade, surgiu na França e na Itália nos séculos XIV e XV. Antes disso, chegaram a acontecer guerras porque senhores medievais se estranhavam na hora de decidir quem passava na frente do outro na soleira de uma porta.

Parece que estamos, de novo, na soleira de um conflito e o pretexto desta vez são as genitálias humana e equina, e um copo de vinho.

O corre-corre desta vez aconteceu durante a visita à Itália e França do presidente do Irã, e também líder religioso muçulmano, Hassan Rohani.

Enquanto a Itália satisfez todas as exigências do protocolo iraniano, cobrindo as estátuas nuas e a genitália dos cavalos dos palácios que o presidente ia visitar, os franceses se recusaram a tirar o vinho do cardápio do almoço oficial, o que resultou no cancelamento do programa.

Imagino a saia justa dos Departamentos de Estado dos dois países, para que nada impedisse acordos comerciais de altíssima relevância que estavam em jogo. Como sempre, os cifrões acabaram falando mais alto e, enquanto os diplomatas e intelectuais discutiam a questão, os países assinaram contratos de 30 bilhões de euros.

Vai ser difícil desta vez chegar a um acerto entre culturas de raízes tão diferentes. O mundo laico e o religioso são mais distantes do que a Terra do Sol ou da Lua. Mas está mais do que na hora de se rever regras de convivência pois, cada vez mais, essas civilizações estão se confrontando, se esbarrando, se invadindo e se estranhando.

 


AP/Reprodução

 

 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Nosso Fast Fashion é muito bem informado

Alô, Chics!

No Brasil, as lojas que praticam o fast fashion de verdade - ou seja, que abastecem permanentemente as prateleiras com novidades de moda atualizadíssimas e a preços acessíveis - são nossas lojas de departamentos. Estou falando de Renner, C&A, Riachuelo, principalmente.

Querem a prova?



Vejam a bolsa que está sendo a sensação de vendas da megaloja fashion de New York, a Bergdorf Goodman: modelo Hudson da marca francesa Chloè. Preço? R$ 9.750. Ao lado a bolsa que a Renner está lançando como proposta boho-chic para seu outono. Preço? R$ 129!

É a mesma informação de moda, o mesmo estilo, o mesmo clima!
Que tal?
Só não anda na moda quem não quer!
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Carnaval africano

Alô, Chics!

O baile de Carnaval da revista Vogue, que acontece na quinta-feoira (28.02), tem como tema a África. Como estou animada este ano, achei uma boa ideia começar por este baile chic e terminar em blocos de rua para não perder nenhum tom da folia.

O que vestir num baile temático? Decidi por um longo branco do Reinaldo Lourenço e, para dar o viés temático, um turbantão feito de tecidos africanos. O dress-code pede Rigor ou Fantasia - fiquei no meio dos dois.

As estampas africanas sempre foram, para mim, as mais lindas do mundo. Nada pode ser mais vibrante, criativo e colorido que os desenhos tribais imaginados por todas as tribos e povos daquele continente. Especialmente os da Nigéria e de Angola, que são os que conheço mais.



Nenhuma loja, que eu saiba, tem estes tecidos para vender. Por isso, domingo de manhã fui à feirinha da Praça da República, onde imigrantes oferecem cortes dos tecidos e até algumas peças prontas.

Os desenhos são maravilhosos, embora a qualidade do algodão deixe a desejar; tenho muitas roupas feitas com estes estampados e sei que existem panos melhores. Mas os desenhos são lindos, os coloridos maravilhosos e acabei comprando alguns metros para fazer meu turbante e, quem sabe, uma calça, uma saia de verão...

Carnaval ou não, aconselho uma visita a essas barracas para conhecer esses desenhos admiráveis, produtos da importantíssima cultura africana.

Beijos,
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Déjà vu 2016

Alô, Chics! Déjà vu é aquela sensação de já ter visto ou de já ter vivido aquele momento, ao ver uma imagem, ou ao presenciar uma situação que deveria ser nova.

Pois tive meu momento de retorno ao passado ao ver a coleção masculina da Gucci, para o inverno 2017. Onde foi? O que foi?

Fiorucci nos anos 1970! Essa mistura lúdica, atrevida, de gosto propositalmente duvidoso, era a proposta daquela marca pioneira na década de 1970/80.

Uso despropositado de materiais, reunião de tecidos engraçados, loucos; looks descombinados; estampas diferentes acopladas a patches de neon, cores em trombadas iconoclásticas, figuras de desenhos animados bordados em enormes malhas de lã...




Gucci agora (no alto), Fiorucci de antes

O mundo da década de 1970, mal recobrado da invasão jovem nos domínios da moda e do comportamento vindos da Inglaterra e da França (minissaia, cabelos longos para os meninos), se viu diante desta moda totalmente sem parâmetros anteriores que a Itália lançava de Milão.

Justo de Milão - uma das cidades mais conservadoras do país! E é de lá que a Prada e a Gucci continuam a empurrar a barra da caretice para planos mais altos e mais longínquos. Mas, que eu já tinha visto isso antes, não tem como negar!

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Amarelo choque

Alô, Chics!

Um dos meus primeiros trabalhos na área têxtil foi a de diretora de produto numa grande indústria brasileira. Aprendi um monte com os vendedores e com os técnicos de lá, sendo que a lição número um foi: não se faz uma cartela de cores, especialmente no verão, sem colocar o amarelo ouro - esteja ele ou não na moda. “Porquê?”, perguntei espantada. Porque o amarelo atrai o olho, ilumina e levanta uma arara de roupas que tenha uma peça nesta cor.

E é verdade; podem prestar atenção e ver como essa cor solar se destaca imediatamente, sendo até mais forte e chamativa do que o vermelho. Ponha uma roupa nude e ponha uma amarela para ver a diferença de efeito! A nude desaparece e a ouro se impõe no seu campo de visão e na sua memória para sempre. Michelle Obama e JLo sabem das coisas...

 
Michelle Obama veste Narciso Rodriguez e Jennifer Lopez Giambattista Valli no Globo de Ouro

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

»Notícias Anteriores