Alô, Chics!

Topshop muda padrão de modelos

Alô, Chics!

Quando uma marca como a Topshop e suas muitas lojas pelo mundo resolvem tirar de circulação todos os manequins que estrelavam suas vitrines, para substitui-los por silhuetas menos magras, é porque o padrão de beleza está realmente mudando.

Parece que a marca notou um distanciamento entre as clientes e suas montagens de vitrines, muito em função de que elas, as clientes, não conseguem se ver representadas por aquelas figuras de 1m85 de altura, com cintura e quadris de garotinhas de doze anos de idade. Nem conseguem, nem querem. A reposição destes manequins vai custar bons milhões de libras para a empresa, o que prova a seriedade do caso.

Já tive essa sensação diante de muitas lojas: isso não é para mim porque não tenho nem aquela altura, nem aquele tamanho de pescoço,  nem todo aquele espaço entre o peito e a cintura para que aquela roupa me vista bem. E ciao, loja! Vou procurar uma roupa que me sirva noutro lugar.

O padrão de beleza, de fato, está admitindo novas protagonistas mais curvilíneas; Beyoncé, Sabrina Sato, Jennifer Lopez, Adriana Lima, com seus corpos bem cuidados, mas nada etéreos, estão encantando o publico feminino, antes tão obcecado pela magreza absoluta.

Se der certo, o exemplo certamente vai ser seguido por todas as marcas do mundo. Ninguém está podendo perder clientes por razão nenhuma. Muito menos por causa de alguns quilos a menos.

Beijos,

Gloria Kalil

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Ficou triste? Não corte os cabelos!

Alô, Chics!

Há mulheres que sempre se identificaram com cabelos longos e há as que sempre usaram os fios mais curtos. Toda mulher sabe qual é o melhor comprimento para ela. Por isso, cuidado quando for tomada por um irresistível desejo de mudar, de tosar os cabelos para ver se muda alguma coisa na vida. Saiba que muda, sim. Em geral para pior.

Tem épocas em que a gente fica de mal com a própria cara. O cabelo fica uma droga, a maquiagem não consegue melhorar a falta de brilho no olho, a pele não tem cor. É a hora certa para que o diabo surja com a pior ideia de todas: corte o cabelo!

Pronto. Desastre garantido. Além de não melhorar em nada a imagem no espelho, você ainda vai ter que aturar por um bom tempo um cabelo que não combina com sua personalidade, que não te favorece, que não te representa. E o diabo, feliz da vida, rindo do seu desconsolo...

Não conheço nenhuma mulher que não tenha um dia cedido a esse desejo de mudar. E também não conheço nenhuma que não tenha se arrependido e voltado ao comprimento de sempre, aquele com o qual ela sempre se entendeu.

Ficou triste? Brigou com o namorado? Anda com bode da cara ao se olhar no espelho? Não aguenta mais o cabelo de sempre? Compre uma peruca, faça um tratamento de pele, faça umas luzes, faça um regime, mas não mexa no comprimento dos cabelos!

Beijos,
 

Gloria Kalil

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Até que idade se é jovem?

Alô, Chics!

Boa pergunta. Acho que não seria um absurdo dizer que se é jovem até fazer 40 anos. Já sei que muitos quarentões e quarentonas vão pular da cadeira e reclamar; que se sentem ainda muito jovens, que aparentam muito menos idade, que hoje em dia o 40 são os novos 30.

+ VEJA AS CELEBRIDADES QUE APARENTAM TER BEM MENOS IDADE DO QUE MARCAM SEUS DOCUMENTOS

Podem falar o que quiser, fazer 40 anos é um acontecimento de peso, um marco diferente, até para os que têm cara e corpo de alguém bem mais moço.

Até os 25 anos, você fica melhor a cada dia, mês e ano: mais bonito, mais ágil, mais coordenado. Dos 25 aos 35 você se sente em plena forma, em controle total de suas potencialidades físicas; dos 35 aos 40 algumas nuvens bem levinhas começam a aparecer no céu de brigadeiro e dos quarenta em diante você sente (e, principalmente, sabe) que o chão firme e sólido da juventude começa a apresentar algumas falhas e desgastes.

Daí para frente, lamento dizer, essas falhas vão só aumentar e se tornar mais visíveis, para você e para os outros.

Ah, mas você aparenta muito menos... É um consolo, é claro. Mas, não resolve porque você sabe quantos anos tem. Não há cirurgia plástica, academia ou tratamento que apague da sua carteira de identidade a data do nascimento.

Então, o que? Deixar cair? Nem pensar.

A vida é longa (apesar de passar rápida). Há grandes chances de se chegar aos 90. O bom é chegar lúcido, bem humorado, atualizado, independente e bonitinho para aproveitar até o último momento esse mistério que é viver.

E para isso há que malhar, trabalhar, por a cabeça para funcionar e prestar atenção para não perder o bonde...  E vamos em frente que atrás vem gente!

Beijos,
 

Gloria Kalil

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Ciao, Elio

Alô, Chics!

Foi encontrado morto em seu apartamento de Milão o mais sensível, antenado e formidável “trendhunter” que já conheci - Elio Fiorucci.

Elio não era um estilista; contratava com muito acerto os mais radicais estilistas jovens da época para desenharem para ele e seu lado empresarial deixava muito a desejar, tanto é que teve pedir concordata nos anos 1990 e acabou perdendo a marca para os japoneses.

Mas sua cabeça era uma antena inteligente e aberta que captava todas as vontades dos jovens das ruas e seu talento as transformava em roupas e objetos que ele colocava na sensacional loja da Galleria Passarela em Milão desde o final da década de 1970.

Ele foi o primeiro a fazer uma loja “concept”, onde roupa, gadgtes, música, livros, revistas, se misturavam formando uma ideia de lifestyle que todas as marcas passaram a copiar desde então.

Elio foi também o primeiro a dizer que a rua era sua fonte de inspiração, o primeiro a tirar os jeans dos finais de semana e do campo e levà-lo para as discotecas, o primeiro a investir na parte gráfica da moda com suas sensacionais etiquetas, seus pôsteres, suas agendas.

Artistas como Andy Warhol, Keith Haring, Basquiat e Ettore Sottsas frequentavam suas lojas e desenhavam vitrines, pôsteres, papelaria e objetos para ele.

Elio gostava de sair, de frequentar a noite, de ir à praia, de se divertir.

Morreu dormindo, sem passar por uma doença, sem sofrer. Ainda bem. Não merecia ter ido embora de outro jeito. Que os seus famosos anjinhos o levem para um lugar bem divertido. Ciao, amico!

Gloria Kalil

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Paris, liquidações e Lea Seydoux

Alô, Chics!

Vim a Paris para visitar uma amiga que não estava bem; compras não estavam nos meus planos. A viagem seria curta e sem grandes programações. A (boa) surpresa foi que minha amiga se recuperou hiperbem e fez questão de me acompanhar numa tarde de bate pernas em Saint Germain.

Nos divertimos muito, mas ficamos bem decepcionadas com a moda. As lojas estão feias, com liquidações gigantescas de um lado e peças da nova coleção (inverno 2016) de outro. Nada de novo ou de interessante. 

Casinho engraçado: na loja da Saint Laurent Paris da rue Bonaparte, uma pessoa se dirige a mim para dizer que meu perfume era ótimo e se eu me importava de dizer qual era. Quando a olhei vi que se tratava de Léa Seydoux, a jovem atriz do filme sobre Yves Saint Laurent e tambem aquele Azul é a cor mais quente, em que ela faz sete minutos de uma inesquecível cena de amor com outra jovem atriz. Léa é ainda mais bonita pessoalmente.

Apesar das liquidações, as lojas estavam relativamente vazias. A única mais cheia era a COS, a fast fashion sueca do mesmo grupo da H&M (3, rue de Grenelles). Roupa barata e mais bem feita do que a marca irmã. Para quem não conhece, fica a informação.


COS, a loja mais interessante - e meu ponto favorito em Paris, o Cafe de la Mairie

Paris está toda enfeitada de bandeiras azuis, brancas e vermelhas por conta da data nacional, o 14 de julho, dia de parada e festejos. À noite, fogos de artificio. Calor e dias bonitos de ceu azul e sol. Uma beleza!

Beijos,

Gloria Kalil

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Casamento gay, finalmente uma ideia chic

Alô, Chics!

Temos visto cenas espantosas em casamentos gays femininos em que uma das mulheres, ou às vezes as duas, se vestem de homem. Fica sempre caricatural e pesado.

Finalmente alguém veio com uma solução bonita e apropriada para o acontecimento: Karl Lagerfeld, o eterno estilista da Chanel, na coleção de alta-costura inverno 2016, propôs um clássico terno branco acompanhado de um longo véu preso nos ombros como uma capa.


 
O efeito, desfilado por Kendall Jenner, foi lindo e conseguiu trazer com ele a emoção favorável que todas as pessoas que se casam provocam ao surgir na porta de uma igreja.

Aos poucos, essa nova modalidade de noivas e noivos vão descobrindo uma identidade apropriada para essa cerimônia tão importante na vida de todos.

Ponto para Karl - e para a Chanel.

 

Gloria Kalil

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