Alô, Chics!

Stella Jean - de olho nessa estilista

Alô, Chics!

Para ajudar a tradicionalíssima semana de moda de Milão a se renovar e apresentar novos talentos na passarela, a revista Vogue italiana promove um concurso, o “Who's On Next”, cuja vencedora de 2011 foi a estilista Stella Jean, nascida em Roma e filha de Haitianos.

O resultado dessa mistura foi uma interessantíssima coleção multicultural, onde as origens africanas dos haitianos se misturam à alfaiataria europeia resultando numa moda que mostra o melhor dos dois mundos.

Com a ajuda entusiasmada de Giorgio Armani, que disponibilizou o “Armani Teatro”, seu habitual espaço de desfiles para a colega estreante da Milão Fashion Week, Stella fez bonito com sua coleção colorida, bem feita e muito atual.

Olhando as fotos não se pode deixar de pensar que é uma coleção que poderia muito bem ter saído da cabeça de algum estilista brasileiro, não acham?




 

Beijos,

 

 

Gloria Kalil

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Qual o interesse da moda na votação dos escoceses?

Alô, Chics!

Quinta feira, dia 18 de setembro, os escoceses vão participar de um plebiscito para decidir se querem ou não continuar a fazer parte do Reino Unido.

Além do interesse político e econômico que essa decisão vai provocar no mundo, qual a interferência do resultado para os lados da moda?

Pois saibam: um impacto muito grande. Poucas imagens influenciaram tanto o vestuário internacional como a bandeira inglesa estampada em roupas e todo tipo de acessório desde o anos 1960. Toalhas de banho, minissaias, camisetas... Não tinha quem não viesse de uma viagem a Londres sem alguma pecinha com a emblemática bandeira branca, azul e vermelha marcando presença.

O caso é que se os escoceses resolverem se independentizar, o azul - cor da Escócia - vai sair do desenho da bandeira e um enorme problema vai ter que ser resolvido. O que colocar no lugar? Outra cor? Nenhuma cor? Fazer outro desenho?



A bandeira do Reino Unido é constituída de três cruzes que representam a Inglaterra (cruz de São Jorge, vermelha sobre fundo branco), a Escócia (cruz de Santo André, branca sobre fundo azul) e a Irlanda (cruz de São Patrício, também vermelha sobre fundo branco).

As pesquisas sobre o resultado do plebiscito dão um empate técnico. Ainda não se sabe se a bandeira do Reino Unido vai continuar a ser constituída de três países ou se vai perder um deles. A moda vai continuar a contar com o xadrez das saias dos escoceses, mas pode ter que se preparar para uma nova leva de camisetas sem a linda bandeira a que tanto nos acostumamos.

Beijos,

 

Gloria Kalil

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Desestruturando a guerra

Alô, Chics!

Clima militar nas duas marcas mais importantes das coleções norte-americanas: Marc Jacobs, pela sua influência no mundo do estilo, e Ralph Lauren, pelo seu gigantesco poder de distribuição.



(Marc Jacobs)

Podemos, pois, ir pensando como vamos usar os cáquis e os olivas de um modo que vá mais pelo lado safari do que o bélico -uma vez que “militar”, na América Latina, tem sempre um gosto puxado para o amargo.

Deve funcionar bem para o esportivo, nas calças e bermudas estilo cargo, com muitos bolsos, que os brasileiros adoram; especialmente no masculino. Para aliviar a sensação de guerra, Jacobs partiu para os enfeites e bordados assim como um trabalho interessante e novo na modelagem, enquanto que Lauren propôs contrastes com cetins e tons fortes nas suas montagens.

No meio de tanta Ucrânia, Isis e Orientes Médios, desestruturar uniformes de guerra não me parece uma má ideia.



(Ralph Lauren)

Gloria Kalil

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Anônimos e furiosos

Alô, Chics!

A foto da atriz Adriana Birolli sem maquiagem e de cabelos molhados postada no Instagram por Marco Antonio de Biaggi, minutos antes dele fazer nela um novo corte, deu espaço para que dezenas de pessoas entrassem no ar com comentários violentos e insultuosos.

Quem é essa gente raivosa que tem se manifestado tão livremente na Internet contra tudo e contra todos? Será que eles se dão conta de que, eventualmente, podem ser rastreados e que seus posts podem ser considerados criminosos?

Basta um pouco de sensação de anonimato para que algumas pessoas se sintam livres para soltar o que tem de pior dentro de si. Foi a sensação do anonimato que fez a moça gaúcha se juntar ao coro de “macaco” contra o goleiro do Santos; é essa mesma sensação de impunidade que faz linchadores matarem pessoas, como aconteceu com a dona de casa do Guarujá.

A Internet está evidenciando um lado B do ser humano, até então desconhecido (ou sem oportunidade de se manifestar): o ódio, muitas vezes gratuito, que o “Outro” provoca sem que faça nada para isso: seja uma celebridade que aparece sem maquiagem, ou uma menina blogueira que esteja dando dicas de moda, ou mesmo um monge passando mensagens de boa vontade. Todos - indistintamente - acabam sendo atingidos por comentários raivosos, quando não ameaçadores.

Chico Buarque disse uma vez que só depois da Internet é que ele se deu conta de que havia gente que não gostava dele! Claro; até então só fã chegava perto para elogiar e falar bem. Ninguém ia se aproximar para, cara a cara, dizer desaforos.

Psicanalistas, advogados, sociólogos: uma avaliação e um diagnóstico se fazem necessários para explicar essa doença moderna e repulsiva.

 

Gloria Kalil

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Modismos envelhecem

Alô, Chics!

Nada mais ultrapassado do que um modismo vencido. No dia seguinte em que um modismo é substituído por outro, o anterior fica parecendo muito velho e muito fora de moda. É só olhar fotografias de cortes de cabelo da hora, cores de esmaltes de unha, tipos de sapatos...

Paradoxalmente, quem muda pouco ao longo dos anos vai mantendo sua imagem e seu estilo de modo menos perecível numa linha do tempo. Devia ser o contrário, mas resulta que não é!

Peguem a fotos de Jacqueline Onassis como exemplo. Essa mulher variou pouquíssimo seu corte de cabelo, seus óculos, seu estilo de vestir. Resultado: ela nunca pareceu fora de moda ou envelhecida nas fotos antigas.

A se pensar...

Gloria Kalil

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Miss Bumbum na moda

Alô, Chics!

Quando lancei o meu primeiro livro, Chic, Um Guia Básico de Moda e Estilo, para o público feminino, em dezembro de 1996, passei a ser convidada para dar palestras sobre o assunto em todos os estados do Brasil. Naquele tempo, 18 anos atrás, uma das queixas que eu mais ouvia, principalmente nas cidades do Nordeste e mesmo do Sul, era que a informação da moda que se usava no eixo Rio-São Paulo demorava a chegar e que era aceita com dificuldade por ser muito ousada.

Inacreditável como esse panorama mudou radicalmente com o advento da Internet.

Hoje em dia, a informação é instantânea e só não está por dentro do ultimíssimo modismo lançado há minutos em NY, Tóquio ou Londres quem não quer.

A prova é o modernérrimo (que não quer dizer bonito) macacão de láicra estampado usado com a maior naturalidade pela Miss Bumbum evangélica do estado de Rondônia.



Eu não sabia que evangélicas, em geral tão pudicas (só me lembro da candidata a presidenta, Marina Silva), pudessem usar roupas tão sexy ou mesmo terem seu bumbuns comentados. Embora o gosto da escolha seja muito discutível, o que não se discute é a velocidade com que esse modismo chegou a Rondônia, uma vez que ele acaba de ser adotado por várias celebridades internacionais nos festivais de verão.



Algum evangélico também deve ter se incomodado com a escolha do justíssimo traje, pois pixou o muro da casa da Miss com um ofensivo “Bumbum do Capeta” que ela apressou em pintar de azul celeste para disfarçar.



Pode-se dizer o que quiser sobre o comportamento da Miss Bumbum de Rondônia, mas que ela é informada em moda, não se discute. Para o bem ou para o mal, a moda não se faz mais esperar!

Beijos,
 

Gloria Kalil

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