Alô, Chics!

Inverno 2016, apesar do calor deste final de verão.

Alô, Chics!

Apesar do calor dos demônios que está nos fritando os miolos neste mês de fevereiro, a partir da segunda feira, dia 15, algumas lojas de moda vão começar a mostrar o que prepararam para o outono/inverno deste ano. Carnaval foi cedo, o ano começa cedo. Além do mais, o comércio precisa de um agito, pois está liquidando esse verão desde o começo de dezembro!

Como as coleções desta temporada foram apresentadas em outubro de 2015, você provavelmente se esqueceu da lista das tendências e vai gostar de tê-las refrescadas na memória, não é?

A primeira coisa a lembrar é que há saias de todos os comprimentos - da micro à maxi, passando pelas mídi, uma das mais usadas.

A cor do inverno mais nova é o branco, além de todas as outonais, e o preto de sempre. A cor de mel vai aparecer bastante também nas roupas de camurça, seja ela falsa ou verdadeira.

Fique de olho nas roupas plissadas, nas franjas, nas peles, plumas e nos tecidos tramados, furados e com cara de rede. Muita atenção às peças de tricô, seja ele com cara industrial ou com cara artesanal.

Rendas continuam na moda, assim como as assimetrias nas barras das saias e os decotes que deixam os ombros de fora. A mistura de tecidos pesados com peças leves também continua em alta, o que favorece especialmente o look “camisolinha com mantô pesado” por cima.

Moramos num país quente e nossos invernos são temperamentais; podem até não aparecer. Os industriais brasileiros sabem disso e fazem coleções adaptada a esse fenômeno. Está fazendo mais de 30 graus lá fora? Pois bom inverno para você!


  

Gloria Kalil

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Carná 2016

Alô, Chics!

Pra quem gosta de Carnaval, o deste ano está prá lá de bom. Depois de alguns anos de distância do povo, fechado nos grandes desfiles das escolas de samba ou em alguns clubes, o Carnaval desceu de novo para as ruas nos blocos e voltou a ocupar as cidades chamando para a farra todos os cidadãos animados que queriam participar.

Velhos, moços, pobres, ricos, juntos cantando, dançando e virando cerveja, sem dar bola para nada além da vontade de se divertir e dar um tempo nas chateações do dia a dia.

Multidão e bebida, no entanto, é uma combinação que pode dar em encrenca e que tem que ser prevenida o quanto for possível. Uma delas é o assédio sexual. Paquera é uma coisa, forçação de barra e estupro é outra, muito diferente. Por isso, garotas, se sentirem que o caldo pode engrossar - ou se está engrossando além do limite, está aqui uma informação que vai livrar seu carnaval de se tornar um drama.



Duas agências de publicidade, a Lynx e a The Aubergine Panda, fizeram uma campanha (sem fins lucrativos) que disponibiliza um número de telefone para ser chamado, caso alguma de vocês seja abordada de modo agressivo. Achei a ideia ótima. Mais informações no site www.meunumeroe180.com.br e a hashtag #MeuNúmero é180 nas redes sociais.

A frase que resume a campanha é: “Se a abordagem é agressiva, meu número é 180”.

Lembrem-se de que violência contra mulher é crime.
Sentiram insegurança? Chamem o 180 e tenham um maravilhoso Carnaval.

Beijos

 

Gloria Kalil

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Choque de culturas

Gostemos ou não, viver em grupo exige regras - senão, caímos na barbárie e na lei do mais forte. A etiqueta, pensada como um conjunto de regras de civilidade, surgiu na França e na Itália nos séculos XIV e XV. Antes disso, chegaram a acontecer guerras porque senhores medievais se estranhavam na hora de decidir quem passava na frente do outro na soleira de uma porta.

Parece que estamos, de novo, na soleira de um conflito e o pretexto desta vez são as genitálias humana e equina, e um copo de vinho.

O corre-corre desta vez aconteceu durante a visita à Itália e França do presidente do Irã, e também líder religioso muçulmano, Hassan Rohani.

Enquanto a Itália satisfez todas as exigências do protocolo iraniano, cobrindo as estátuas nuas e a genitália dos cavalos dos palácios que o presidente ia visitar, os franceses se recusaram a tirar o vinho do cardápio do almoço oficial, o que resultou no cancelamento do programa.

Imagino a saia justa dos Departamentos de Estado dos dois países, para que nada impedisse acordos comerciais de altíssima relevância que estavam em jogo. Como sempre, os cifrões acabaram falando mais alto e, enquanto os diplomatas e intelectuais discutiam a questão, os países assinaram contratos de 30 bilhões de euros.

Vai ser difícil desta vez chegar a um acerto entre culturas de raízes tão diferentes. O mundo laico e o religioso são mais distantes do que a Terra do Sol ou da Lua. Mas está mais do que na hora de se rever regras de convivência pois, cada vez mais, essas civilizações estão se confrontando, se esbarrando, se invadindo e se estranhando.

 


AP/Reprodução

 

 

Gloria Kalil

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Nosso Fast Fashion é muito bem informado

Alô, Chics!

No Brasil, as lojas que praticam o fast fashion de verdade - ou seja, que abastecem permanentemente as prateleiras com novidades de moda atualizadíssimas e a preços acessíveis - são nossas lojas de departamentos. Estou falando de Renner, C&A, Riachuelo, principalmente.

Querem a prova?



Vejam a bolsa que está sendo a sensação de vendas da megaloja fashion de New York, a Bergdorf Goodman: modelo Hudson da marca francesa Chloè. Preço? R$ 9.750. Ao lado a bolsa que a Renner está lançando como proposta boho-chic para seu outono. Preço? R$ 129!

É a mesma informação de moda, o mesmo estilo, o mesmo clima!
Que tal?
Só não anda na moda quem não quer!
 

Gloria Kalil

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Carnaval africano

Alô, Chics!

O baile de Carnaval da revista Vogue, que acontece na quinta-feoira (28.02), tem como tema a África. Como estou animada este ano, achei uma boa ideia começar por este baile chic e terminar em blocos de rua para não perder nenhum tom da folia.

O que vestir num baile temático? Decidi por um longo branco do Reinaldo Lourenço e, para dar o viés temático, um turbantão feito de tecidos africanos. O dress-code pede Rigor ou Fantasia - fiquei no meio dos dois.

As estampas africanas sempre foram, para mim, as mais lindas do mundo. Nada pode ser mais vibrante, criativo e colorido que os desenhos tribais imaginados por todas as tribos e povos daquele continente. Especialmente os da Nigéria e de Angola, que são os que conheço mais.



Nenhuma loja, que eu saiba, tem estes tecidos para vender. Por isso, domingo de manhã fui à feirinha da Praça da República, onde imigrantes oferecem cortes dos tecidos e até algumas peças prontas.

Os desenhos são maravilhosos, embora a qualidade do algodão deixe a desejar; tenho muitas roupas feitas com estes estampados e sei que existem panos melhores. Mas os desenhos são lindos, os coloridos maravilhosos e acabei comprando alguns metros para fazer meu turbante e, quem sabe, uma calça, uma saia de verão...

Carnaval ou não, aconselho uma visita a essas barracas para conhecer esses desenhos admiráveis, produtos da importantíssima cultura africana.

Beijos,
 

Gloria Kalil

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Déjà vu 2016

Alô, Chics! Déjà vu é aquela sensação de já ter visto ou de já ter vivido aquele momento, ao ver uma imagem, ou ao presenciar uma situação que deveria ser nova.

Pois tive meu momento de retorno ao passado ao ver a coleção masculina da Gucci, para o inverno 2017. Onde foi? O que foi?

Fiorucci nos anos 1970! Essa mistura lúdica, atrevida, de gosto propositalmente duvidoso, era a proposta daquela marca pioneira na década de 1970/80.

Uso despropositado de materiais, reunião de tecidos engraçados, loucos; looks descombinados; estampas diferentes acopladas a patches de neon, cores em trombadas iconoclásticas, figuras de desenhos animados bordados em enormes malhas de lã...




Gucci agora (no alto), Fiorucci de antes

O mundo da década de 1970, mal recobrado da invasão jovem nos domínios da moda e do comportamento vindos da Inglaterra e da França (minissaia, cabelos longos para os meninos), se viu diante desta moda totalmente sem parâmetros anteriores que a Itália lançava de Milão.

Justo de Milão - uma das cidades mais conservadoras do país! E é de lá que a Prada e a Gucci continuam a empurrar a barra da caretice para planos mais altos e mais longínquos. Mas, que eu já tinha visto isso antes, não tem como negar!

Gloria Kalil

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