Alô, Chics!

Carmen e os anos dourados



Foi-se um ícone dos anos dourados. Carmen Mayrink Veiga morreu dormindo, aos 88 anos, no Rio de Janeiro - cidade onde ela, uma paulista, viveu depois de seu casamento com o rico e bonitão Tony Mayrink Veiga em 1956.

Tony era de tradicional família carioca e ela uma jovem mulher totalmente fora dos padrões estéticos burgueses da época: ela era muito alta, tinha uma beleza exótica e chamativa e circulava com grande liberdade nos meios sociais de São Paulo.

Foi bem recebida pela fervilhante sociedade carioca e depois, pela internacional, onde brilhou com suas roupas de alta-costura, suas festas e sua radiante beleza. O final da vida foi bem distante de todo esse glamour, de modo que vamos nos lembrar dela como um símbolo de um tempo chamado dourado, quando o Rio de Janeiro estava também debutando como uma das mais lindas e atraentes cidades do mundo.

Gloria Kalil

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As meias do Primeiro-ministro

Nem o público, nem os jornalistas, conseguiam tirar os olhos das pernas do Primeiro-Ministro do Canadá quando ele se sentou para discutir os rumos da economia do Canadá e do mundo junto a outros chefes de Estado e empresários por conta das espetaculares meias que ele escolheu para usar na reunião, em Nova York.



O espanto era totalmente justificado; nunca a o fórum empresarial promovido pela Bloomberg tinha recebido em seu palco alguém com a figura do Chewbacca, de Guerra nas Estrelas, na frente do tornozelo, embaixo de calças impecavelmente vincadas

Não foi por acaso, claro. Justin Trudeau sabia exatamente o efeito de choque que a escolha deste acessório iria causar e a mensagem era clara: “Não esperem que eu tome um caminho convencional nas minhas propostas políticas porque não vai ser por aí”.

Quebrar um dress code pode ser um erro como pode ser uma renovação de paradigmas. No caso de Troudeau, é um gesto de ousadia e liberdade que tem que corresponder a alguma atitude inovadora também nos temas em discussão do fórum.

Caso contrário, seria apenas um erro infantil e sem sentido.
 

Gloria Kalil

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Calça branca é a nova calça preta

Alô, Chics!

O uniforme clássico do inverno - ou de qualquer ocasião em que você tenha que decidir rápido que roupa vestir - é uma calça preta com qualquer coisa por cima, certo?

Pois para dar uma refrescada fashion nesta obviedade recomendo (e tenho usado) uma calça branca no lugar.  Incrível como todo suéter de lã, qualquer malha, ficam mais interessantes, e com cara de recém-comprados, ao se verem na companhia de uma nova cor básica e tão classuda quanto a tradicional pretinha.

Tenho duas: uma calça de gabardine e uma de malha dupla. A primeira é mais social, a outra mais esportiva. Uso com suéteres de lã, com paletós, com acessórios brancos, marrons ou pretos.

Quanto mais invernais os tops, mais interessante o resultado. Experimente e renove seu look nesta meia-estação que vai durar um bom tempo.

Beijos,

Gloria Kalil

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Sábado em São Paulo

Alô, Chics!

New York Times sai todo final de semana com uma crônica muito simpatiquinha chamada "O que novaiorquinos fazem aos domingos". Nela, moradores mais ou menos conhecidos contam como pasam seu dia de folga na cidade. Me deu vontade de fazer o mesmo e descrever para vocês meu sábado chuvoso em São Paulo, uma cidade tão cheia o que fazer que a gente às vezes nem sabe por onde começar.

10h: saio de casa a pé (apesar da chuva) e vou até o Cinesesc na rua Augusta pra ver um documentário sobre a artista plástica Maria Martins, dirigido pelo Kiko Martins e co-dirigido e produzido por uma amiga, a Elisa Gomes.

11h: me encontro com Eduardo Viveiros na porta e entramos. Sala cheia.


Pensando sobre Maria Martins no Cinesesc e com Eduardo Viveiros na casa by Rino Levi

12h: termina o filme. Estou encantada e perturbada com a força da obra desta mulher, da coragem dela em levar a vida pessoal com achava que deveria ser e com a dificuldade que teve em ser tomada a sério por conta do machismo, dos preconceitos e do formalismo da época, entre os anos 1940 e 1960.

13h: vamos de Uber até a Galeria Luciana Brito para ver a pulseira que uma de nossas melhores artistas, Regina Silveira, desenhou. A galeria é numa linda casa no final da Nove de Julho, um projeto dos anos 1950 de Rino Levi, arquiteto modernista. Um dos grandes. Vale uma visita a qualquer momento.


Jacques Rodrigues, da Talento, ao lado de Luciana Brito, Waldick Jatobá e Regina Silveira - com sua joia!

14h30: chove ainda bastante. Espero que a danada da Guarapiranga esteja satisfeita. Vamos agora para a Feira de Arte no Hotel Unique. Lá, trinta e poucos expositores mostram seus melhores artistas e suas melhores obras. O Di Cavalcanti que uma galeria uruguaia mostrava era uma pintura inédita aos olhos do público brasileiro. Tinha sido pintada em 1952 a pedido do fabricante dos colchões Probel, tanto que há vários colchões voando no fundo do quadro. Por incrível que pareça, é espetacular! Ô merchan chique!


O tal Di Calvacanti e Ricardo Trevisan, da Casa Triângulo, no seu estande ultracolorido na Feira de Arte

18h30: chego em casa, tomo um cafezinho, dou um respiro e já saio com amigos para o Tupi or not Tupi, na Vila Madalena, assistir a um show de música brasileira com a Monica Salmaso e o conjunto Terra e Vento.


No palco, Monica e os músicos do Terra e Vento

21h: música boa, comidinha boa, bebida idem. Saímos bem mais tarde, ainda com chuva e a deliciosa sensação de ter passado o dia só vendo coisas que valeram a pena e acrescentaram um monte na minha cabeça e na minha vida.

 

Gloria Kalil

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Qual é o problema com o "roupão" de Renata Vasconcellos?

Alô, Chics!

A sóbria e correta Renata Vasconcellos virou meme ao usar um quimono para apresentar o tradicional Jornal Nacional. Mas porque o bafo?

No meu novo livro, Chic Profissional, eu comento o uso de roupas "última moda" em locais de trabalho. Para resumir, digo o seguinte: seu guarda-roupa profissional não deve ser igual ao seu guarda-roupa social - nem ao guarda-roupa de lazer. Ele tem características próprias: nem tão fashion para não chamar atenção, nem fora de moda para que você não pareça uma pessoa desatualizada.

Renata e seu quimono estariam perfeitamente à vontade e integrados numa ocasião social ou fashionista. Mas era "última moda" demais para um ambiente formal de trabalho - como a bancada do Jornal Nacional.

Virou notícia.

Gloria Kalil

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Macaquinho masculino - e pode isso?

Gloria Kalil

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