Alô, Chics!

Homens e espelhos

Cortei recentemente meu cabelo com Evandro Ângelo no salão do Celso Kamura, como faço a cada três ou quatro meses, e notei que naquele horário de final de tarde eu era a única mulher no meio de três homens que também esperavam pelos caprichos das tesouras do Evandro.

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Há tempos venho reparando que cada vez mais vejo homens de todas as idades disputando vagas com as mulheres nos espelhos do salão. Evandro concorda: “eles estão hoje atrás de cabelos impecavelmente cortados”.

Fico observando o tempo que ele levou para cortar o topete do rapaz ao meu lado e é quase que o mesmo que levou para cortar o meu. E mais, em um só corte ele usa máquina, navalha, tesouras e, para finalizar, produtos de brilho ou de aspecto molhado ou pomadas de fixação.

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A indústria de cosméticos está adorando essa moda. Basta dizer que a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) esclareceu que o mercado brasileiro de produtos masculinos dobrou de tamanho nos últimos cinco anos saindo de 2,3 bilhões de dólares para 4,5 bilhões em 2013. Só os rapazes norte-americanos ganham em vaidade dos brasileiros!

Gloria Kalil

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7 lembretes na hora de pensar em mala

Alô, Chics!

Nem vou falar que hoje em dia qualquer mala, seja ela do tamanho que for, tem que ter rodinhas; quatro de preferência. Aeroportos são lugares sempre muito cheios de gente, as companhias aéreas vivem com problemas de atrasos e você pode ter que ficar agarrado à sua mala por horas antes de conseguir despachá-la. Depois disso, é só torcer para que ela chegue no mesmo voo que o seu.



Aqui algumas coisinhas que sei sobre elas e como arrumá-las bem:

1. Vai viajar de carro ou de ônibus? Mala mole; ela se acomoda melhor com outros volumes. De avião? Mala dura.

2. Identifique sua bagagem com enormes tarjas de cor, fitas e laços ou tags bem visíveis. As malas são todas iguais e você demora em achar a sua.

3. Não use um nécessaire grande: use três menores que vão entrar melhor nos vãos livres e ocupar menos lugar.



4. Dê-se ao trabalho de comprar frasquinhos pequenos de plástico para levar os xampus e os cremes maiores. Voce não vai usar tudo na viagem e vai ficar sem espaço na mala se levar tudo em grandes embalagens.

5. Antes de colocar frascos no nécessaire, enrole cada um deles num saco plástico. Evita desastres de derramamento.

6. Entre camisas ou camisetas, prefira as últimas. Malha sempre amassa menos.

7. Guarde aqueles cabides bem vagabundos que chegam da lavanderia e leve alguns na viagem. Não pesam nada e evita a amolação de ter que ficar pedindo mais cabides em hotéis. Na volta, deixe-os por lá.

Gloria Kalil

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A roupa de Dilma Rousseff

Alô, Chics!

Foram bem de fim de ano? Peguei dias lindos e muito calor no interior paulista, felizmente salva de assar ao sol por uma linda piscina refrescante, centro de todas as atividades preguiçosas das férias de Natal. Li dois livros que me dei de presente antes de viajar sendo que recomendo muitíssimo um deles, o Brilho do Bronze do historiador Boris Fausto, um diário que começa com a morte da mulher com quem viveu por quase 50 anos. Relato civilizado, pungente, engraçado. Uma beleza de livro.



Televisão, vi pouco - mas não perdi a posse, até porque fui localizada por uma jornalista d'O Globo para dar uma avaliação sobre a roupa da presidenta. Gostei; estava bem, leve, discreta e com um  conjunto de saia e blusão atualizado com a moda.

MONTAGEM MOSTRA DILMA ROUSSEFF NA CAPA DO LIVRO CHIC[ÉRRIMO], DE GLORIA KALIL



Melhor e mais solta do que no primeiro mandato em que apareceu um pouco tensa num tailleur branco, estruturado, que inibia seus movimentos. Tanto ela, a presidenta, como Marcela Temer, a mulher do vice, escolheram rendas rosadas e beges para a segunda posse. Pontos para as duas.

LIDAR COM MULHERES DE HIERARQUIAS SUPERIORES REQUER ATENÇÃO; SAIBA A ETIQUETA



Quem destoou do acerto neutro do “altar” foi a nova ministra Katia Abreu, ao privilegiar um vestido verde-agricultura só para homenagear a própria pasta. Alguém deveria tê-la lembrado que o dress code não pedia “traje típico”!

Vamos em frente que o ano já começou. Que nos seja leve!

Beijos,

Gloria Kalil

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Moda na TV

Alô, Chics! O CAT é o Centro de Atendimento ao Telespectador da TV Globo. Todos os dias este departamento recebe os pedidos de informação sobre tudo o que acontece em cena, desde o mobiliário à roupa, passando pela cor do cenário ou do esmalte de unha de uma atriz.

Para saber quem foram os campeões do interesse das espectadoras fizemos para o Fantástico uma consulta sobre os figurinos, cabelos, maquiagem e acessórios mais procurados durante o ano e o resultado foi uma surpresa. Pelo menos para mim.

O que as mulheres queriam saber passava longe dos últimos lançamentos do mundo fashion. Dá para perceber que são as roupas mais normais, menos exageradas, mais simples é que acabam sendo as preferidas.

O grande foco das atenções são as roupas das novelas. Aí fica a dúvida: será que o interesse pela roupa vem pela identificação com a atriz, com a personagem que ela está representando ou com o figurino propriamente dito?

 



A estrela da lista, a atriz cujas roupas, cabelos, acessórios e esmaltes de unha mais chamou a atenção do público feminino foi Giovanna Antonelli, sendo que o esmalte azul escuro que ela lançou no mercado sob o nome de “Frio na Barriga” foi um do fenômenos de venda deste ano. Clara, sua personagem em Em Família, vestia as roupas mais normais do mundo tendo como única novidade o body estampado de mangas compridas que ela usou várias vezes.

Ou seja, as espectadoras são menos ousadas na moda do que na maquiagem e nos cosméticos. A prova disso foram as consultas sobre o batom vermelho de Tainá Müller também na novela Em Família, o de Sophie Charlotte (O Rebu),  assim como o esmalte laranja de Bruna Marquezine,  o vinho de Adriana Birolli, o azul claro de Bruna Linzmeyer.



As outras atrizes que provocaram a imaginação e o interesse no publico para o que usaram foram Bruna Marquezine (roupas, cabelo, cor de batom, esmalte de unha) , Andreia Horta (roupa e corte de cabelo), Marina Rui Barbosa (roupa e cabelo)  e Fátima Bernardes com um modelo tricolor de Diane von Furstenberg.



Todas as atrizes ou apresentadoras mais exóticas, mais fashion, apareceram muito menos. 2014 foi, decididamente, o ano do “normcore”.

Gloria Kalil

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Sapato branco, não!

Eu implico com sapato branco; pior ainda se for escarpim. Embora a moda tenha adotado com muito alarde o look branco total,  não acho a menor graça nele e sempre prefiro quebrar a brancura com acessórios cinza, nude, preto ou colorido. O mesmo vale para roupas coloridas: amarelo, vermelho com sapatos ou sandália brancas. Acho jeca...

+COMO USAR VESTIDOS BRANCOS DE FESTA COMO CELEBRIDADES NO TAPETE VERMELHO

Tenho menos problema com sapatos brancos se eles forem sem salto, tipo masculino de amarrar; acho que nesses casos a combinação desce melhor. Talvez porque fiquem bem esportivos, indo para o lado do tênis.

+GLORIA CITA 5 MOTIVOS PARA ODIAR AS HOT-PANTS!

Só tem um modo de usar sapato branco que acho interessante: é com roupas pretas. Aí o branco fica forte, divertido e nada sem graça.


 

+10 MOTIVOS PARA HOMENS COM MAIS DE 18 NÃO USAREM GORRINHOS, NEM NO FRIO!

Gloria Kalil

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Se eu fosse psicanalista

Se eu fosse psicanalista, faria um curso de moda. Nada é tão revelador de uma personalidade quanto a roupa que a pessoa escolhe para vestir e se deixar ver, naquela hora, naquele dia.

Quem presta atenção na moda e tem algum conhecimento de seus códigos percebe, num piscar de olhos, o grupo a que a pessoa pertence (ou a que pretende pertencer), a relação dela com a idade que tem (ou que quer aparentar), o clima que ela quer passar: sexy, esportiva, discreta, clássica, desencanada, moderna.

Eu sei, de bater o olho em qualquer homem ou mulher, tudo o que eles pensaram ao escolher aquela roupa - e não outra. É bom que se diga que não sou nenhuma bruxa, tenho zero grau de mediunidade; essa minha percepção do recado que a roupa dá está na própria roupa; todas elas têm um significado e dizem muito sobre você.

Não conheço ninguém, mas ninguém mesmo, que abra o armário de manhã e tire dele a primeira peça que as mãos alcançarem. Nada disso. A pessoa faz um cálculo rápido, e quase que inconsciente, do seu dia: levo as crianças no colégio, depois vou para o escritório, almoço com fulano e de noite, antes de ir para casa, passo no bota-fora de sicrano. Aí sim, ela pega a roupa que vai mostrar ao mundo o modo como ela quer ser vista e avaliada naquele dia.

A maioria das pessoas acha que a moda é uma indústria que dita tendências e fabrica roupas. A graça da moda, pelo menos para mim, não é essa. Moda é um espelho de comportamentos pessoais, regionais e nacionais. Por isso, é tão variada e tão atraente.

Até os anos 1950, a moda era extremamente formal e ditatorial. Vinha de cima para baixo e ficava claro que ou você obedecia, ou você não pertencia a essa classe social dominante e informada. Era uma moda de exclusão, uma moda que representava classes.

Dos anos 1960 aos 1980, a moda descobriu o jovem e a informalidade. Foram duas décadas de revoluções de comportamentos políticos e sociais. O mundo se dividiu em direita e esquerda, cultura e contracultura, formalidade e informalidade. A moda representava essas duas posições.

A partir de 1990, com a queda do muro de Berlim, a globalização e a informática, o mundo se aproximou e a moda se pulverizou. Deixou de ser uma moda para poucos, para só duas possibilidades de expressão, para começar a representar individualidades, personalidades. Hoje, ela revela o estilo pessoal de cada um. Roupa passou a ser a maior bandeira que alguém pode dar sobre si.

Por isso, recomendo um cursinho de moda rápido para "psis" em geral, para sociólogos, professores, educadores. Nada dá mais pistas sobre um indivíduo, um povo ou uma cultura do que a roupa que elas usam.
 

Gloria Kalil

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