Alô, Chics!

Qual é o problema com o "roupão" de Renata Vasconcellos?

Alô, Chics!

A sóbria e correta Renata Vasconcellos virou meme ao usar um quimono para apresentar o tradicional Jornal Nacional. Mas porque o bafo?

No meu novo livro, Chic Profissional, eu comento o uso de roupas "última moda" em locais de trabalho. Para resumir, digo o seguinte: seu guarda-roupa profissional não deve ser igual ao seu guarda-roupa social - nem ao guarda-roupa de lazer. Ele tem características próprias: nem tão fashion para não chamar atenção, nem fora de moda para que você não pareça uma pessoa desatualizada.

Renata e seu quimono estariam perfeitamente à vontade e integrados numa ocasião social ou fashionista. Mas era "última moda" demais para um ambiente formal de trabalho - como a bancada do Jornal Nacional.

Virou notícia.

Gloria Kalil

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Macaquinho masculino - e pode isso?

Gloria Kalil

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O poder do bordado

Alô, Chics!

Olhem só a foto deste robe/mantô muito especial que comprei da Cris Barros há algumas estações: um modelo bem clássico de roupão, cujo charme absoluto se revela nas costas onde se vê um incrível bordado em ponto haste.

Sempre me pergunto porquê os estilistas brasileiros (e, aliás, os estrangeiros também) não usam mais esse recurso tão simples, mas que transformam uma roupa comum numa peça única e cheia de personalidade. É só bolar um desenho bem criativo, colocar numa manga, num ombro, que você terá na hora uma peça customizada.

E olhe que aqui no Brasil o que não falta são bordadeira excepcionais. Quer conhecer algumas das melhores? Vá ver a linda exposição que está acontecendo no A Casa - Museu do objeto brasileiro (na Av. Pedroso de Morais, 1216, bem em frente ao Instituto Tomie Ohtake).

Todo tipo de bordado, todos os pontos, toda a imaginação para compor os desenhos mais loucos e criativos que se possa imaginar e que deixariam qualquer coleção enriquecida, diferente e absolutamente original.




Que italianos e franceses não se utilizem desse recurso porque o preço das roupas ficaria estratosférico, dá para entender.

Mas aqui no Brasil, com essa enorme oferta de mão de obra, e com preços completamente razoáveis... é uma pena e uma marcada e tanto dos nossos estilistas, tão precisados de se fazer notar e comprar.

Não percam essa exposição. É uma beleza!

Gloria Kalil

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Como ser um Chic Profissional

Alô, Chics!

Depois de dois anos de (muito) trabalho, é um arrepio você pegar nas mãos seu livro pronto, paginado, ilustrado, encapado! Chic Profisssional - Circulando e trabalhando num mundo conectado estará nas livrarias nos primeiros dias de junho, editado pela Editora Paralela, selo da Companhia das Letras.

Esse livro deu um trabalho danado porque conversei e entrevistei, com a ajuda da Maiá Mendonça, uma enorme quantidade de pessoas que me contaram suas experiências, seus acertos e suas gafes, todos eles ligados aos relacionamentos corporativos (e pessoais) nesse nosso mundo globalizado e completamente conectado.

Foi uma delícia ouvir as histórias; nem sei como agradecer todo mundo que teve a paciência de nos receber!

Empreender ou procurar emprego? A encrenca já começa aí; desde cedo esse dilema começa a rondar a cabeça dos jovens e, claro, dos pais deles. E não basta decidir, tem que ir à luta. O cenário profissional está tão tumultuado, tão cheio de novidades; é tão diferente do que foi até poucos anos atrás, que é preciso se preparar muitíssimo bem para enfrentá-lo com chances de ter sucesso. Seja aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo.

Roupa ainda é importante numa entrevista de emprego?
As mulheres ainda são discriminadas em postos de trabalho?
Como lidar com eficiência num caso de assédio?
Como é trabalhar fora do país?
Ser brasileiro facilita na comunicação com outros povos?

Essas e outras perguntas estão respondidas e explicadas por quem sabe ou já enfrentou esses perrengues.


Espero que o Chic Profisssional seja útil e ajude, de fato, quem estiver querendo botar a mão na massa e fazer bonito. Tudo fica mais fácil para um chic sabido e profissional.

Beijos,

Gloria Kalil

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Minas leva a moda a sério e lucra com isso

Estivemos em Belo Horizonte a semana passada por conta do Minas Trend, a semana de moda que se realiza duas vezes por ano na cidade. Trata-se, como se sabe, de uma vasta feira de negócios e de lançamentos, que completou nesta edição 10 anos de existência sempre bancada pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Um evento sólido e constante que reúne por volta de 200 expositores mineiros e de outros estados brasileiros, sem contar os 10 mil visitantes que por lá circulam a cada edição.

A pergunta que fica no ar é: porque a Federação mineira é a única a apoiar o setor têxtil do seu estado? Porque São Paulo e Rio não merecem o mesmo tratamento por parte de suas ricas e respectivas federações, FIESP E FIRJAN?

Olavo Machado, presidente da FIEMG, acha que Minas soube entender que, embora o setor têxtil não seja numericamente muito representativo, tem a vantagem de envolver muitos setores industriais e de serviços, o que faz dele um parceiro altamente interessante: “O mercado de moda quando funciona, ativa uma grande cadeia de outras indústrias e outros setores (maquinário, tinturarias, setor químico e setor elétrico da cidade), além de ser muito importante do ponto de vista social, pois emprega muita mão de obra, especialmente a feminina em sua maioria chefes de suas famílias”.

Falta de visão das federações paulista e carioca, que contam com um setor ligado à moda ainda muito maior do que o de Minas Gerais.
 

Gloria Kalil

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O "see now, buy now" do SPFW

Alô, Chics!

Como eu já disse antes, acho válido o recurso de um SPFW apoiado no conceito de ´´see now, buy now``, desde que não seja para sempre.

Este sistema de venda é um modo muito aceitável que as marcas e as indústrias criaram para se aproximar do cliente final - mas que, a longo prazo, afeta a criatividade e o lado experimental e visionário da moda.

Quem vai propor uma silhueta nova, uma cor diferente, uma proporção inusitada se a roupa desfilada não pode desafiar de modo nenhum a percepção do consumidor?

O resultado dessa tentativa de dar a ele apenas um passinho além do que ele está acostumado é termos nas passarelas coleções sem graça e totalmente dentro das tendências mais do que aceitas de uma ou duas estações atrás. Tivemos até vestidos de decote ombro-a-ombro desfilando diante de nossos olhos cansados de ver este modelo no verão que (ainda) está por aqui.

Vamos torcer para que a tentativa resulte bem e que oxigene a indústria da moda neste ano que se anuncia tão difícil. Mas não vamos perder de vista o fato da moda ser uma permanente renovação e que sua força a longo prazo é justamente nos colocar em eterna vigilância contra o mesmismo, a rigidez e a capacidade de nos adaptarmos ao novo.

Na roupa e na vida.
 

Gloria Kalil

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