Alô, Chics!

A lista de tendências do SPFW . verão 2016

Alô, Chics!

Último dia de SPFW, dia de balanço das tendências do próximo verão, se é que se pode chamar de tendência uma lista tão grande! Talvez o melhor seria dizer que esses itens são as novas ofertas da moda para que cada um escolha o que mais combina com seu estilo. É bom porque tem para todo mundo!

Vamos lá:

. CORES: muito branco, cru, cores pastel e – inesperadamente – marrons


Samuel Cirnansck, João Pimenta e Lino Villaventura


Osklen, Paula Raia e Água de Coco


Alexandre Herchcovitch, Lilly Sarti e Reinaldo Lourenço


Ronaldo Fraga, Uma e Vitorino Campos


Alexandre Herchcovitch, Juliana Jabour e Lilly Sarti

. VESTIDINHOS anos 1960 em formato A


Gloria Coelho e Lilly Sarti

. Roupas com muitas TEXTURAS e aplicações em 3D


Acquastudio, PatBo e Patricia Vieira

. SOBREPOSIÇÕES


Osklen, TNG e Uma

. RECORTES vazados na altura da cintura


Animale, Colcci e Juliana Jabour

. O TECIDO mais usado: a renda


Isabela Capeto, Iódice e Juliana Jabour

. CALÇAS curtas, pantalonas e a volta da clochard (até em moda praia!)


Gloria Coelho, Apartamento 03, Sacada


Animale, Juliana Jabour e Vitorino Campos


Giuliana Romanno, Iódice, Salinas

. VESTES


Cavalera, Reinaldo Lourenço e Uma

. ACABAMENTOS esfiapados - aqueles, sem barra


2nd Floor, Apartamento 03 e Osklen

. LAÇOS


Acquastudio, Gig e Iódice

. TECIDOS tramados em rede


Patricia Viera, Têca e Lenny Niemeyer

. ASSIMETRIA nas barras das saias e dos tops


Adriana Degreas, Juliana Jabour e Wagner Kallieno

. SAIAS mídi. Parece que desta vez vai!


FH, Acquastudio e Ellus

. CONTRATES nos vestidos de corpo opaco e saia transparente


Paula Raia, Tng e Vitorino Campos

. LOOK ladylike


Gig, Lolitta e PatBo

. BABADOS grandes e pequenos

a
Amapô, Lolitta e Reinaldo Lourenço

. ARTESANATO em alta


Paula Raia, Triya e Água de Coco

. JEANS: predominância das calça e dos tipos fashion



2nd Floor, Amapô e Cavalera (no alto); Ellus, TNG e Wagner Kallineo

.TEMA recorrente: a brasilidade.


Têca, Ronaldo Fraga, Iódice

Se vocês olharem a lista de tendências que fizemos no Minas Trend vão ver que elas batem com as que vimos aqui. A maior diferença é que em BH tinha muito laranja e aqui a cor dominante foi o branco e lá o vestido chemisier foi muito forte e aqui menos.

Gostaram das novidades? Não foi uma estação espetacular, mas foi bem razoável e com boas propostas novas para motivar o consumidor. Um esforço louvável dos nossos industriais. Parabéns para eles!

Beijos,

Gloria Kalil

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SPFW - dia 4

Temos nos divertido bastante com os pequenos vídeos sobre os highlights do dia que gravamos todas as noites para a Uol e que reproduzimos aqui no Chic. Ontem tivemos que repetir o texto depois de quase pronto porque a produção do SPFW apagou as luzes, tão tarde era! O que não fazemos por vocês, chics queridos!

O quarto dia do evento foi tão longo quanto o de ontem: nove desfiles sendo que os três primeiros fora do Parque. O da Giuliana Romanno no terraço do alto do Tomie Othake e o do Lino Villaventura no Museu Afro Brasil no Ibirapuera, mais Patrícia Vieira na Faculdade Belas Artes.

Por falar em Instituto Tomie Othake, não deixem de dar um pulo no novo espaço chamado A Casa, bem em frente ao prédio do Instituto, onde você vai poder ver uma belíssima mostra de rendas brasileiras numa exposição organizada por Dudu Bertholini. A Casa é um espaço criado e construído por Renata Mellão, uma incentivadora do artesanato brasileiro. Pois ela e Dudu reuniram vários estilistas para trabalhar com rendeiras de diferentes estados do país. O resultado é surpreendente: recomendo fortemente!

Depois de um rápido lanche nos food trucks estacionados aqui no meio da tenda, voamos para os seis desfiles da tarde. Veja as fotos e os comentários em Desfiles.

Uma curiosidade: várias marcas fizeram coleções inspiradas em assuntos brasileiros: o nosso artesanato (Agua de Coco), Iemanjá e as sereias (Ronaldo Fraga,Paula Raia, Triya) a cultura do nordeste (Iódice), os orixás da Bahia, o candomblé e o axé (Têca), Lenny e os Carnavais de antigamente. Brasil na nossa cabeça.

Amanhã, último dia e balanço geral das tendências.

Beijos,

Gloria Kalil

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SPFW - dia 3

Alô, Chics!

Pela manhã, três desfiles fora da grande tenda da moda do Parque Cândido Portinari: o da carioca Isabela Capeto, que nos mostrou sua vertente romântica com  vestidos mídi de mangas bufantes, o de Reinaldo Lourenço e sua aposta no uso de babados muito bem colocados e Alexandre Herchcovitch, que nos apresentou novas formas de roupas feitas de texturas inventadas por ele no manuseio artesanal dos tecidos da coleção.

À tarde, no parque, sentia-se uma vibração diferente e nervosa que foi tomando conta dos corredores, do backstage, dos jornalistas - todos à espera do último desfile do furacão Gisele.

Enquanto se esperava por essa despedida, muitos desfiles se sucederam: o de Ronaldo Fraga, que homenageou Iemanjá com lindos vestidos brancos, rendados e leves como as redes de pescar, o da Lolitta com um trabalho autoral e tecnicamente perfeito, o da Salinas, marca carioca de moda praia que faz biquínis e maiôs para quem vai de fato à praia (ao contrário de outras marcas do gênero, que fizeram moda para piscinas e resorts).

O único desfile masculino do SPFW foi o do João Pimenta, que tratou do universo unissex, fazendo uma roupa pensada para ser usada por qualquer gênero, qualquer corpo, qualquer um. Formas lisas, quadradas, sem curvas, nem detalhes que levem à identificação do sexo, o que vai ficar por conta de quem usar.

Por fim, Colcci, a marca catarinense para quem Gisele tem desfilado nos últimos anos e na qual ela se despediu das passarelas. Para ser honesta, todos os olhos e câmeras estavam  grudados nas entradas da deusa, e a moda que a marca apresentou não foi forte suficiente para desviar a atenção dos momentos Gisele.

O final do desfile foi simpático: todas as modelos que sempre desfilaram ao lado da famosa colega apareceram de jeans e uma camiseta com o rosto dela estampado, até que ela própria entrou em lágrimas sendo aplaudida de pé pela plateia e pela família toda que ocupava um canto da primeira fila, marido inclusive. Nada muito apoteótico ou produzido. Um adeus simpático e simples, do jeitinho que ela quis.

Beijos,

Gloria Kalil

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Fica, Gisele!

Uma vez assisti a um vídeo antigo de um jogo do Santos contra um outro time paulista. Numa das jogadas, a bola ia para o alto e vários atletas saltavam para tentar uma cabeçada. Surpreendentemente o menor deles, o mais baixo, subiu mais do que os outros, chegou antes e fez o gol. Era Pelé.

Outra vez fui ao Teatro Municipal para ver um balé. Nunca me esqueci da cena de abertura: três bailarinos imóveis de costas para a plateia. Por alguma razão especial, o público não tirava o olho do primeiro. Ao se virarem identificamos o bailarino: Mikhail Baryshnikov.

O que é esse “a mais” que faz com que algumas pessoas se distingam das outras? Talento. Essa coisa difícil de definir e fácil de reconhecer. A primeira vez que vi Gisele Bündchen na passarela o mistério se repetiu: quando ela apareceu na boca da cena, as luzes do palco pareceram subir de voltagem e a sala deu a impressão de ficar mais iluminada e um pouco mais quente.

Ninguém encara uma entrada como ela: cabeça levantada, uma paradinha de meio segundo e uma jogada de pernas que se cruzam com audácia e força no passo a passo. Não tem para mais ninguém. Ela inventou um jeito de andar e de atravessar uma passarela que se tornou sua marca registrada e que é copiado pelas jovens modelos do mundo todo.

Não é só a beleza de Gisele que faz seu sucesso, ou o colorido dourado da sua pele e dos seus famosos e copiadíssimos cabelos, a perfeição das proporções, a elegância dos seus gestos. Outras modelos, tão lindas quanto, não mudam a temperatura de uma sala de desfiles como ela faz quando aparece. Assim como Pelé, ela pula mais alto.

Gisele surgiu em 1994 e modificou a cena fashion com suas curvas, seu ar de saúde e uma sensualidade natural, alegre e despreocupada. Um sol na passarela depois de algumas temporadas de modelos lunares, pálidas, sombrias e com cara de doentes que caracterizavam os desfiles e as fotos de moda nos anos 90, tempos do heroin chic.

Como Pelé ou Baryshnikov ou qualquer outra estrela na sua especialidade, Gisele se diferenciou, inovou. Ela fez mais, fez melhor, fez diferente; conseguiu dar personalidade ao seu andar, conseguiu inovar num espaço tão conhecido e percorrido como é a passarela de um desfile.

Tornou-se a modelo mais bem paga do mundo. Ganhou, só no ano passado, a quantia de 47milhões de dólares. Sua fortuna, segundo a revista Forbes, chega hoje a 427 milhões de dólares. Nada mal para uma garota de 14 anos que começou sua carreira há 20 anos, saída da cidadezinha gaúcha de Horizontina.

Agora dizem que ela vai parar de desfilar. Que sua última entrada numa passarela será no SPFW, no dia 20 de abril de 2015. Pois espero que ela continue a fazer como Pelé. Em 1974, o atleta declarou que estava se despedindo dos estádios. Para alegria dos seus fãs ele ainda jogou por mais três anos, sempre dizendo que aquele seria a última apresentação.

Aos 34 anos de idade Gisele está no total domínio de sua profissão. Seria uma pena nos privar de tanta beleza. Fica, Gisele. Você pula mais alto

(Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo).

Gloria Kalil

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SPFW - dia 2

Alô, Chics!

Dois desfiles fora do Parque Cândido Portinari abriram o segundo dia do SPFW . verão 2016.

O primeiro, logo cedo, de Paula Raia em sua linda casa nos Jardins onde ela deu continuidades ao seu interesse na pesquisa dos tecidos naturais, tramados, telados, franjados sendo que desta vez acompanhados de muita transparência. O segundo, da Osklen, numa galeria de arte, mostrou uma moda de sobreposições, formas quadradas, no off-white, preto e uma bela estampa de penas também inspirada no grupo indígena Ashaninka da floresta amazônica.

Já no parque assistimos ao desfile da Ellus na companhia de atores da Globo que gravavam uma cena da nova novela Verdades Secretas. A história envolve uma dona de agência de modelos (Marieta Severo), uma mãe de modelo (Déborah Secco), um grande industrial têxtil (Rodrigo Lombardi). O mundo da moda nunca foi bem explorado em filmes ou mesmo em séries de televisão. Desta vez a equipe terá a colaboração de Dudu Bertholini como consultor para ajudar a dar realidade para este mundo que ele conhece tão bem. Uma ótima escolha.

Os desfiles se seguiram: Agua de Coco, marca de moda praia, mostrando as habilidades dos artesãos do Ceará; Lilly Sarti e sua moda para uma  jovem urbana cheia de convites para festinhas e coquetéis; Sacada com sua moda inspirada na arte Pop; Juliana Jabour, linda, fresca e inspirada, cheia de inventividade na sua modelagem. E para finalizar a Triya com sua roupa de praia que tem como enredo a paixão de um surfista por uma sereia.

Achou muito?
Pois vá se preparando: quarta e quinta feira vamos ter nove desfiles por dia!   

Beijos,

Gloria Kalil

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SPFW - dia 1

Alô Chics!

O povo da moda começou o dia na abertura da loja Ralph Lauren no Shopping Cidade Jardim.

Um espaço espetacular que traz todas as marcas top da grife - menos a mais popular de todas: a Polo by Ralph Lauren -, mostrando assim que a famosa camisa de malha bordada com o cavalinho (que veste todos os homens clássicos do Brasil e  do mundo) não é a única coisa que eles têm a oferecer.

O provador é de babar: tem espelho para se ver de costas, o que é raríssimo numa loja brasileira; vivo reclamando dessa lacuna para os donos, gerentes e vendedoras do comércio local, seja ele popular ou de luxo. Quem sabe agora aprendam e se convençam! 

Gloria Kalil

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