Alô, Chics!

Minas leva a moda a sério e lucra com isso

Estivemos em Belo Horizonte a semana passada por conta do Minas Trend, a semana de moda que se realiza duas vezes por ano na cidade. Trata-se, como se sabe, de uma vasta feira de negócios e de lançamentos, que completou nesta edição 10 anos de existência sempre bancada pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Um evento sólido e constante que reúne por volta de 200 expositores mineiros e de outros estados brasileiros, sem contar os 10 mil visitantes que por lá circulam a cada edição.

A pergunta que fica no ar é: porque a Federação mineira é a única a apoiar o setor têxtil do seu estado? Porque São Paulo e Rio não merecem o mesmo tratamento por parte de suas ricas e respectivas federações, FIESP E FIRJAN?

Olavo Machado, presidente da FIEMG, acha que Minas soube entender que, embora o setor têxtil não seja numericamente muito representativo, tem a vantagem de envolver muitos setores industriais e de serviços, o que faz dele um parceiro altamente interessante: “O mercado de moda quando funciona, ativa uma grande cadeia de outras indústrias e outros setores (maquinário, tinturarias, setor químico e setor elétrico da cidade), além de ser muito importante do ponto de vista social, pois emprega muita mão de obra, especialmente a feminina em sua maioria chefes de suas famílias”.

Falta de visão das federações paulista e carioca, que contam com um setor ligado à moda ainda muito maior do que o de Minas Gerais.
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

O "see now, buy now" do SPFW

Alô, Chics!

Como eu já disse antes, acho válido o recurso de um SPFW apoiado no conceito de ´´see now, buy now``, desde que não seja para sempre.

Este sistema de venda é um modo muito aceitável que as marcas e as indústrias criaram para se aproximar do cliente final - mas que, a longo prazo, afeta a criatividade e o lado experimental e visionário da moda.

Quem vai propor uma silhueta nova, uma cor diferente, uma proporção inusitada se a roupa desfilada não pode desafiar de modo nenhum a percepção do consumidor?

O resultado dessa tentativa de dar a ele apenas um passinho além do que ele está acostumado é termos nas passarelas coleções sem graça e totalmente dentro das tendências mais do que aceitas de uma ou duas estações atrás. Tivemos até vestidos de decote ombro-a-ombro desfilando diante de nossos olhos cansados de ver este modelo no verão que (ainda) está por aqui.

Vamos torcer para que a tentativa resulte bem e que oxigene a indústria da moda neste ano que se anuncia tão difícil. Mas não vamos perder de vista o fato da moda ser uma permanente renovação e que sua força a longo prazo é justamente nos colocar em eterna vigilância contra o mesmismo, a rigidez e a capacidade de nos adaptarmos ao novo.

Na roupa e na vida.
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Fiorucci? Não! Gucci!

Alô, Chics!

Li outro dia que a marca Fiorucci, que foi minha aqui no Brasil nos anos 70/80, voltou à ativa pelas mãos de um casal de ingleses, Jamie e Stephen Schaffer.

A dupla é do ramo; ele, administrador de uma marca de lingerie que teve imenso sucesso comercial no mundo, a Knickerboxers; ela, mais tarde, e por muitos anos, CEO da Victoria's Secret.  

A responsabilidade é imensa e eles sabem disso: vão tentar relançar uma das últimas marcas de grande recall que ainda está fora do mercado. Uma marca que divertiu, surpreendeu e fez sonhar toda uma geração de jovens do mundo inteiro com suas roupas engraçadas, com suas misturas de materiais, formas e cores, símbolo da década de 1970.

O momento é ótimo porque a moda está toda em cima dessa imagem livre, ousada que a Fiorucci lançou, deitou e rolou (só que, agora, muito mais cara e luxuosa).

Olhem só as fotos da moda que acabamos de ver nas passarelas da Itália e depois me digam se a Miuccia, na Prada, e o Michele, da Gucci, não morreram de usar Fiorucci na juventude deles pelas ruas e noites de Milão?





Coleções de inverno 2017 da Gucci, Prada, Moschino e Etro

Beijos,
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

O que aconteceu com os guarda-chuvas?

Alô, Chics!

Meu pai tinha um guarda-chuva com cabo de cana da Índia; o da minha mãe era de bambu não sei de onde. O tecido era seda ou um náilon muito fechadinho. por onde não passava nem uma gota de água. Custavam caro e duravam a vida toda.

Saindo do médico, numa esquina movimentada de São Paulo, fiquei me divertindo com a corridinha dos passantes, que tentavam se proteger da chuva lançando mão dos guarda-chuvas de hoje em dia.

São feitos de um material poroso que molha quem está embaixo, sem falar que são bambos e viram do avesso com qualquer ventinho e que, como se não bastasse, entortam os aros virando uma aranha desgrenhada que mal aguenta o tecido!

Em compensação, podem ser comprados em bancas de jornal por 10 reais e ninguém liga se perder ou esquecer em algum lugar. Fui até uma delas e saí pela chuva com um daqueles dobráveis que abrem com uma tiro, muito feliz de ter aquela “coisa” protegendo meu cabelo!
 
 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Recados de moda do Globo de Ouro

Alô, Chics!

É tapete vermelho demais pro meu gosto. Parece que um já emenda no outro e que essas (mesmas) mulheres e homens não saem nunca de cima deles.

Tá na hora de buscar outros cenários, mudar o dresscode, proibir o uso de joias e roupas assinadas... Qualquer coisa que renove um pouco o visual e as chatérrimas entrevistas, em que a única coisa que se fica sabendo é a marca das produções de moda.

Alguma novidade? Poucas.

Pode-se dizer que, entre os homens, foi o uso generalizado de barbas. Para as mulheres, o decote profundo na frente revelou o fim dos peitões de silicone e a chegada da moda dos peitos pequenos e delicados - uma virada no padrão de beleza americano.

No mais, só repetição. Um trailer desanimador do que vai ser o próximo tapete vermelho do Oscar 2017.

Beijos,

 

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

Na lista da Forbes

Fui informada ontem de que estou na lista das "mulheres poderosas do Brasil" na categoria "influenciadora de moda", feita pela revista Forbes Brasil que sai nas bancas no dia 27 de dezembro. Foram indicadas 56 mulheres dos mais diversos setores - sendo que, junto comigo, na mesma categoria, estão mais 3 nomes: Costanza Pascolato, Donata Meirelles e Iara Jereissati.

A moda tem também mais uma representante na Daniela Falcão que, junto com Sonia Racy, Miriam Leitão e Dora Kramer, recebem a nomeação no setor do jornalismo.

Interessante ver que no caso da moda, ao contrário do que se pensa, a experiência, o conhecimento e "tempo de serviço" conta pontos. Nenhuma das indicadas começou ontem. São todas pessoas de longa trajetória no mundo fashion; pessoas que conhecem a evolução da indústria e do comércio desse produto que dá tanto o que falar como é a moda - suas coleções, suas famosas modelos, sua dinâmica, sua importância social e econômica.

É uma notícia que dá um super up no final deste ano que foi tão difícil para todos e para o país. Agradeço muito a indicação.

Um beijo,

Gloria Kalil

Enviar por E-mail

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail

»Notícias Anteriores