Alô, Chics!

Os 90 anos da rainha

Difícil foto mais perfeita do que a de Annie Leibovitz com a rainha Elizabeth e seus bisnetos. A luz, as cores, o equilibrio da composição marcam essa ideia de paz, estabilidade e ordem que encantam a humanidade. Por um instante todo mundo esquece os conflitos, as injustiças, as crueldades para respirar e acreditar que a felicidade existe...

A familia real inglesa parece ( e é) a coisa mais careta do mundo. Mas, como todo inglês, sempre tem um toquezinho de excentricidade. Repare nos nomes dos bisnetos de Elizabeth: Isla, Savanah, Mia.



As fotos refletem um estilo de vida baseado, primeiro no dever, depois no afeto. Tanto é que a familia, portanto a continuidade, é totalmente privilegiada. Note-se que ela posou com as crianças, com a filha Anne e com os cães! Nem uma com Phillip, o marido de quase 70 anos de casamento.

Ela deve estar feliz com sua trajetória. Teve seus altos e baixos, passou por grandes apertos familiares e políticos mas soube conduzir a nave com a maior firmeza. Ela sim, é a verdadeira dama de ferro. Meus respeitos, digna senhora.

Gloria Kalil

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Gorjetas em NY

Alô, Chics!

Li outro dia no New York Times que tanto estrangeiros como norte-americanos estão tendo dificuldades em dar gorjetas na Big Apple. Isso porque é, certamente, a cidade onde as gratificações são as mais caras do país.

Como Nova York é um dos destinos favoritos dos brasileiros, apesar do preço do dólar, vou passar para vocês as informações que o jornal divulgou para que vocês se situem diante do problema e não fiquem aflitos e inseguros na hora de dar (ou não dar) gorjetas.

O primeiro conselho é o seguinte: dê gorjetas para todos a quem pedir que façam alguma coisa por você. Por exemplo: pediu um café? Dê alguma coisa. Não pediu para que abram a porta do hotel? Não tem nada que dar.

E quanto se deve dar? Depende do lugar.

Dizem eles que o esperado num restaurante hoje em dia é de 18% a 20%. Bem mais do que os nossos convencionais 10% - que eles acham uma mixaria, é bom que se saiba.

Elizabeth Charrow é uma barista num café da cidade; ela declara que espera ao menos 1 dólar por bebida que serve. Já um porteiro de prédio ou de hotel (que pega táxis, ajuda com pacotes, orienta sobre endereços) espera 50 dólares pelo fim de semana.

Um entregador de flores, de encomendas, de pizza, espera de 2 a 3 dólares por serviço e um chofer de táxi garante que fica satisfeito com gorjetas de até 20% o preço da corrida.

Todos os prestadores de serviço preferem servir aos nova-iorquinos porque sabem que estrangeiros, sejam eles de outros países ou de outras cidades, estão acostumados a dar menos do que os moradores locais. Guarde essas dicas se for viajar para lá para ter um parâmetro na difícil hora de dar gorjetas que deixem as duas partes satisfeitas.

Gloria Kalil

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Gata em telhado de zinco quente

Alô, Chics!

Várias vezes na minha vida ouvi fãs dizerem que “adoro suas roupas", me confundindo - obviamente - com a Gloria Coelho! Acho que uma das poucas atividades da moda que nunca exerci foi a de estilista. Pois eis que agora me vejo pensando numa coleção de roupas, não para uma pessoa, mas para seis, ou seja todo o elenco da peça Gata em Telhado de Zinco Quente, de Tennessee Williams que vai estrear em maio em São Paulo antes de correr o país no circuito dos teatros do Banco do Brasil.

Quem teve a audaciosa (e temerária) ideia de me convidar para a função de figurinista foi Eduardo Tolentino, diretor do grupo Tapa. Ele quer seus personagens vestidos com um perfume dos anos 1950, sem o radicalismo de um figurino de época. Os atores são ótimos, bonitos e felizmente fáceis de vestir! Barbara Paz e Augusto Zacchi fazem o casal em crise, Zécarlos Machado e Noemi Marinho são os pais dele, além do irmão André Garolli e a cunhada Fernanda Viacava que atazanam a vida de todos por conta de uma possível herança. A cenografia vai ficar por conta de Ana Mara Abreu e Alexandre Moro.

Topei inocentemente, sem imaginar as aflições que teria depois com os prazos e com a dificuldade de achar o que se quer em pouco tempo. Agora estamos aqui, a poucos dias da estréia e muito pouca roupa pronta, pendurada no armário no seu invólucro de plástico, bem passadinha e arrumadinha como eu gostaria!

O único vestido pronto (lindo aliás), é o que ficou por conta da marca mineira Fatima Scofield. em zibeline rosa, com um decote drapeado maravilhoso que vai ficar uma arraso na Bárbara.

Mas... vamos lá. O pessoal do elenco, a produtora Paloma Galasso, o Eduardo Tolentino estão calmíssimos, achando que é assim mesmo e que tudo acaba dando certo. Tenho que confiar e achar que eles devem saber o que fazem!

 

Gloria Kalil

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Alerta a todos os estilistas que trabalham com roupas de festa

Alô, Chics!

A confecção mineira é conhecida e louvada pela sua mão de obra caprichada, tanto nas costuras como nos bordados, o que dá a ela uma imagem imbatível no quesito moda festa. Mas se as roupas são bem feitas e os bordados cada vez mais elaborados, o mesmo não se pode dizer da criatividade.

Rodando os corredores do Minas Trend e conversando pessoalmente com os lojistas de todo o Brasil que ali vão comprar sua moda para eventos festivos, ouvi queixas repetidas que podem ser resumidas em poucas palavras: “nossos clientes não aguentam mais rendas, nem tule bordado”.

De fato. Nem sei há quantas estações as confecções especializadas neste tipo de moda estão oferecendo os mesmos modelões sem se dar conta de que o segmento está avido de novidades, especialmente agora que o assunto festa anda oferecendo, a quem tiver os olhos atentos, tantas novas oportunidades.

Quais são elas? País em crise ou não, nuca se viu tanta formatura, tanto casamento, tanto tapete vermelho. Porque não segmentar uma coleção em blocos de moda diversificados para atender a essas novas demandas?

Só para dar um exemplo, eu, se tivesse uma confecção dessas, lançaria uma coleção chamada “Casamentos”, dividida em blocos temáticos com roupas para madrinhas, irmãs de noivas e convidadas em geral:

a. Casamento na praia – com vestidos longos e leves, lisos ou estampados
b. Casamento no campo – com vestidos mídi e floridos com sugestão de chapéus
c. Casamento no cartório – curtos com sugestões de minibuquês
d. Casamento no final da tarde – modelões mais tradicionais de longos com brilhos e uma linda cartela de cores pastel.

Seria uma maneira de variar as ofertas, dar um tratamento de moda diferente para cada uma destas situações e de inovar no marketing da marca.

O esforço obrigaria os estilistas a ampliar a oferta de produtos usando cores, tecidos e formas diferenciados e assim atiçar novamente a clientela que anda, com razão, desestimulada e arisca.

Gloria Kalil

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As tendências do Minas Trend . verão 2017 contra a crise

Alô, Chics!

Estamos em BH para a 18 jornada do Minas Trend Verão 2017, como sempre sob o patrocínio da FIEMG (Federação das Industrias de Minas Gerais).

O esforço dos participantes no sentido de se posicionar de frente contra a crise é visível e admirável. Ninguém está negando o momento estreito pelo qual a economia está passando, mas a vontade de continuar a trabalhar e encontrar saídas para o problema ainda fala mais alto.

A moda do verão vai oferecer uma cartela de cores do tipo pastel, especialmente o rosa o azul claro e o menta, vai manter em alta o branco e preto, sem falar numa grande variedade de estampas florais além de listras. Longos, curtos e mídis vão conviver em harmonia, assim como caftãs e quimonos, calças flare e calças cropped, decotes ombro a ombro com tomara que caias.

As bijuterias estão mais focadas nos grandes colares e nos brincos volumosos, sem uma tendência especialmente marcante na direção de uma determinada cor ou tom de metal.

Estão bonitos e com muitas ofertas interessantes os calçados, cuja maior tendência são as sandálias de enfiar o pé com um salto mais grosso e mais baixo, muito cômodos, e o tênis/yacht, aquele mais fechadinho, sem cadarço e de solado de borracha. Vimos muitos solados de corda imitando alpargatas e muito uso de verniz também.  A cor dominante é o pele, nude, que vai escurecendo até chegar num caramelo mais queimado.

Abrindo o dia, o desfile precioso de Fabiana Milazzo que tão bem representa a moda mineira com seu artesanato imbatível e sua mão de obra delicada.
 

Gloria Kalil

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O bonito e o novo

     Alô Chics!

No primeiro momento, estranhei. O que é isso que esse rapaz está fazendo no desfile da Balenciaga? Está tudo fora de proporção e de lugar. Tudo tão esquisito!

Depois – olhei de novo; e de novo. Três looks, especialmente, me chamaram a atenção: um tailleur cinza, uma camisa com uma calça xadrez e um par de botas, a jaqueta de nailon. Três clássicos absolutos do repertório da moda.



E o que vemos? Estes três paradigmas totalmente distorcidos, propostos de maneira nova e nem um pouco familiar. Um clássico redimensionado à maneira de Picasso quando propôs o cubismo. Uma ruptura com uma imagem conhecida para que ela possa ser vista de um modo novo.

O inédito no lugar do conhecido e do bonito. Um outro olhar sobre o clássico.

Tem coragem o rapaz, o georgiano Demna Gvasalia que mostra toda essa revolução em sua marca, a Vetements, assim como a tradicional Maison Balenciaga, que o contratou como diretor-criativo.

Gloria Kalil

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