Alô, Chics!

O que aconteceu com os guarda-chuvas?

Alô, Chics!

Meu pai tinha um guarda-chuva com cabo de cana da Índia; o da minha mãe era de bambu não sei de onde. O tecido era seda ou um náilon muito fechadinho. por onde não passava nem uma gota de água. Custavam caro e duravam a vida toda.

Saindo do médico, numa esquina movimentada de São Paulo, fiquei me divertindo com a corridinha dos passantes, que tentavam se proteger da chuva lançando mão dos guarda-chuvas de hoje em dia.

São feitos de um material poroso que molha quem está embaixo, sem falar que são bambos e viram do avesso com qualquer ventinho e que, como se não bastasse, entortam os aros virando uma aranha desgrenhada que mal aguenta o tecido!

Em compensação, podem ser comprados em bancas de jornal por 10 reais e ninguém liga se perder ou esquecer em algum lugar. Fui até uma delas e saí pela chuva com um daqueles dobráveis que abrem com uma tiro, muito feliz de ter aquela “coisa” protegendo meu cabelo!
 
 

Gloria Kalil

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Recados de moda do Globo de Ouro

Alô, Chics!

É tapete vermelho demais pro meu gosto. Parece que um já emenda no outro e que essas (mesmas) mulheres e homens não saem nunca de cima deles.

Tá na hora de buscar outros cenários, mudar o dresscode, proibir o uso de joias e roupas assinadas... Qualquer coisa que renove um pouco o visual e as chatérrimas entrevistas, em que a única coisa que se fica sabendo é a marca das produções de moda.

Alguma novidade? Poucas.

Pode-se dizer que, entre os homens, foi o uso generalizado de barbas. Para as mulheres, o decote profundo na frente revelou o fim dos peitões de silicone e a chegada da moda dos peitos pequenos e delicados - uma virada no padrão de beleza americano.

No mais, só repetição. Um trailer desanimador do que vai ser o próximo tapete vermelho do Oscar 2017.

Beijos,

 

Gloria Kalil

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Na lista da Forbes

Fui informada ontem de que estou na lista das "mulheres poderosas do Brasil" na categoria "influenciadora de moda", feita pela revista Forbes Brasil que sai nas bancas no dia 27 de dezembro. Foram indicadas 56 mulheres dos mais diversos setores - sendo que, junto comigo, na mesma categoria, estão mais 3 nomes: Costanza Pascolato, Donata Meirelles e Iara Jereissati.

A moda tem também mais uma representante na Daniela Falcão que, junto com Sonia Racy, Miriam Leitão e Dora Kramer, recebem a nomeação no setor do jornalismo.

Interessante ver que no caso da moda, ao contrário do que se pensa, a experiência, o conhecimento e "tempo de serviço" conta pontos. Nenhuma das indicadas começou ontem. São todas pessoas de longa trajetória no mundo fashion; pessoas que conhecem a evolução da indústria e do comércio desse produto que dá tanto o que falar como é a moda - suas coleções, suas famosas modelos, sua dinâmica, sua importância social e econômica.

É uma notícia que dá um super up no final deste ano que foi tão difícil para todos e para o país. Agradeço muito a indicação.

Um beijo,

Gloria Kalil

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2016, um ano nada chic

Alô, Chics!

Dezembro é o mês dos balanços e das listas dos melhores e dos piores do ano que passou. É a época em que costumamos fazer nossa lista dos Chics do ano. Pois este 2016 que está acabando não vai ter lista nenhuma.

Não teve nada de chique este ano. Já em janeiro, assim logo de cara, perdemos o Chic dos chics, David Bowie. A lista ainda ia aumentar com as mortes trágicas de Prince, Domingos Montagner e do amigo Hector Babenco.

Foi um ano de sustos, desapontamentos, empresas fechando, desemprego e de grandes agressividades por conta de diferentes opiniões sobre a política, a economia e as medidas que estão sendo tomadas em relação ao assunto.

E não foi só aqui no Brasil que o panorama escureceu: o mundo está vendo sem fazer nada o massacre na Síria, o drama dos refugiados, os atentados na França e, para encerrar com chave de ouro, a eleição de uma figura aventureira e imprevisível para presidente dos Estados Unidos.

O que fazer para encarar um 2017 que se anuncia tão difícil quanto este que passou?
Foco nos projetos, atitude low profile na vida pessoal, solidariedade para com os outros e força total para se jogar em todas as oportunidades que a vida oferecer e que soubermos cavar.

Espero que, apesar das dificuldades, a gente consiga dar a volta por cima e ter, em dezembro de 2017, motivos para voltar a fazer a lista dos Chics do ano.

Até lá!

Beijos,

Gloria Kalil

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O grande derrotado desta eleição foi o jornalismo americano

Para espanto do povo e dos governantes de muitos países, da maioria da população norte americana e da imprensa do mundo inteiro, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos.

Não vou entrar na análise econômica nem política do fenômeno a não ser para chamar a atenção dos colegas jornalistas para um pequeno detalhe: o quanto podemos não saber ver o que está acontecendo debaixo dos nossos olhos. Cada vez que eu via pela televisão cenas dos comícios do empresário e entertainer Donald Trump ficava espantada com o entusiasmo das multidões que o acompanhavam.

Cada vez que saia uma pesquisa eu me admirava com a consistência com que seus apoiadores sustentavam sua confiança no candidato, independentemente das barbaridades que ele falava ou teria feito

. Só isso já dava para ter colocado na cabeça dos jornalistas e comentadores políticos de todos os jornais americanos (e internacionais) o fato de que ele estava, sim, levando a melhor na sedução dos eleitores; ele estava falando o que eles queriam ouvir. Até a variação mínima das pesquisas já mostrava essa possibilidade.

Mas o jornalismo queria ver outra coisa: queria ver Hillary eleita. Ficou cego para o que estava se passando e – prepotente – tomou seu desejo por realidade. Foi, na minha opinião, o grande derrotado desta eleição.

Gloria Kalil

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O SPFW da diversidade

Alô, Chics!

Terminou a 42 edição do SPFW, desta vez em uma tenda montada ao lado do Museu AfroBrasil no Parque Ibirapuera. Foi uma edição pequena, mas bem sucedida em resultado. O espaço geral da tenda, sendo menor, só comportava uma sala de desfiles - o que propiciou vários deles em locais espalhados pela cidade. Não é má ideia; dá um respiro e uma variada para nós que assistimos a todos os shows.

O que vimos nestes cinco dias de lançamentos? Muitas novidades - a começar do propósito de cada marca: umas lançando alto-verão no sistema see-now-buy-now (ou seja, em pronta entrega), outros lançando inverno no tradicional sistema de pedidos. Nas duas modalidades, muita coisa boa.

As "see now" que deram água na boca: À La Garçonne e Just Kids.


À La Garçonne, Just Kids

Da novíssima categoria inventada neste SPFW, "see now, buy SOON" (ou seja, não dá pra comprar agora, mas já já): Memo é o destaque, na coleção feita com a Lolitta.


Memo, Iódice

As que apresentaram as melhores coleções que só chegam no inverno: Fernanda Yamamoto (deslumbrante a moda e o desfile), Iódice, Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço, Vitorino Campos.



Fernanda Yamamoto, Vitorino Campos, Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço

Desfiles impacto: Lab e Ronaldo Fraga




Mas o que brilhou e ficou claro neste SPFW foi a diversidade de estilos de moda, mais até do que a diversidade de gêneros, que também se viu aos montes nas passarelas e que é sempre bem vinda.

O SPFW mostra, como nenhuma outra semana de moda do país, uma moda mais autoral e portanto mais variada em propostas e em estilos - tendo assim a chance de atingir um público maior de compradores e de consumidores.

Em nenhum momento se fala em moda paulista; aqui se fala de moda. Ponto. Moda para o país todo, com uma oferta incrível de propostas para a praia, cidade, dia, noite, festas, esportes...

Moda diversificada com um país que vive a diversidade embora ainda haja tantos focos de resistência a ela em todas as suas manifestações.

Gloria Kalil

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