Alô, Chics!

Direto da Flip (e a sexualidade de Mario de Andrade)

Alô, Chics!

Estou em Paraty para assistir à Flip, que neste ano homenageia o escritor paulistano Mario de Andrade. Depois de tantos dias lindos o céu fechou e uma chuva ameaça a cidade a qualquer momento.


Mario na Praça da Matriz e as animadas promoters do livro da Rose Tardelli, O Valor da Vida, 10 anos da Agencia AIDS


Hoje é o primeiro dia do evento e a abertura acontece às 19 hs, com uma palestra sobre Mario. O autor, um dos importantes protagonistas da Semana de Arte de 1922 em São Paulo, teve seu nome muito falado esta semana porque foi aberta uma de suas cartas para o poeta Manuel Bandeira na qual ele admitia, muito sutilmente, sua orientação homossexual.

Essa carta ficou fechada por mais de 50 anos por conta dessa menção, o que prova que o assunto era e continua sendo motivo de frisson. Mario foi um escritor e um poeta de primeira linha e acho um tédio que sua sexualidade vire mais assunto do que sua riquissima obra. Só ter escrito Macunaíma já justificaria ter o nome no Olimpo...

Mandarei mais noticias daqui de Paraty.

Beijos,

 

Gloria Kalil

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Moda masculina é para poucos

Alô Chics! Estão no final as coleções para o verão 16 da moda masculina. 99% dos homens que olharem as fotos vão ter um ataque do coração de imaginar que alguém possa pretender que eles usem aquelas roupas: blusas de renda, shortinhos curtos, pijamas de cetim para andar pelas ruas, saias... 


Gucci, Prada e Givenchy

Concordo com eles; a moda não está olhando o publico clássico. Está de olho é na turma da moda e nos jovens para ver se consegue esticar os limites do que é aceitável para o mundo masculino tradicional para, aos poucos, ir relaxando seus rígidos códigos e conhecido conservadorismo. 

O mundo da moda masculino já foi tão sofisticado, precioso, cheio de detalhes, rendas, babados e cores como é o feminino; é só olhar os franceses da corte do Rei Luis XIV, não a tôa chamado de Rei Sol. Por conta da Revolução Francesa, da ascensão da burguesia, do protestantismo e da Revolução industrial, a partir do século XIX os homens abdicaram das vaidades e passaram a se concentrar em ganhar dinheiro. Aparentar deixou de ser menos importante do que ter. 


Luís XIV de França

Hoje a aparência está em alta de novo e os homens - parece - estão começando a voltar a se interessar por moda e outras belezuras. A moda sabe disso e está fazendo a parte dela. Vamos ver em que momento os rapazes vão desistir de resistir e aderir?

Gloria Kalil

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Moda e beleza andam juntas?

Alô Chics! Olhem bem a foto que ilustra este comentário e responda: é bonito o look destes sapatos com estas meias e com estas roupas que acabam de ser mostradas pela Prada nas coleções de verão 2016 de moda masculina? Em sã consciência, a reposta só pode ser: NÃO! Prada ou não Prada, o look vai direto para a categoria Horroroso ou, no mínimo, Esquisito. 


Prada . verão 2016

E isto é um problema? Resposta: NÃO! Moda, há muito tempo, não anda mais de mãos dadas com a categoria Beleza. Seu romance agora é com o Novo, o Estranho, o Dissonante.

Como se sabe, o conceito de beleza varia muito de época para época. Até pouco tempo a beleza era ligada ao conceito clássico de harmonia e simetria. Um rosto bonito de mulher era aquele de formato ovalado, em que os olhos fossem bem colocados embaixo de uma sobrancelha arqueada, as narinas finas e pequenas, os lábios delicados. Nos anos 50 uma Angelina Jolie com aquele bocão, com o queixo quadrado e o rosto anguloso, não pegaria nem último lugar num concurso de beleza que só queria saber das belezas simétricas de uma Elisabeth Taylor, uma Grace Kelly ou uma Natalie Wood. 


Elizabeth Taylor, Grace Kelly e Natalie Wood

Hoje, a beleza moderna favorece a personalidade, o exótico, o diferente. Achamos bonitas, ou pelo menos interessantes, pessoas com dentes separados, lábios cheios, narizes compridos, cabelos raspados e outras características que levam em conta a personalidade da pessoa muito mais do que sua perfeição estética.  Quem ganha com isso? Todo mundo. A beleza deixou de ser um feudo tão fechado e   passou a incluir mais gente, mais proporções, mais roupas, mais fantasia... A moda hoje é mais livre. Pontos para ela!


Lindsey Wixson, Lara Stone e Georgia May Jagger

Gloria Kalil

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Novidadinha: a flare curta

Alô Chics! Faz tempo que não aparece alguma novidade nas proporções da moda, não é? 

Pois agora temos uma: a flare curta. Foi o que se viu nos lançamentos das coleções  Resort na Europa e nos States e que deve estar nas lojas deles em Novembro. 


Michael Kors, Giambattista Valli e Theory

Claro que as marcas Fast Fashion vão sair com a novidade antes, ou você mesma   pode providenciar a sua, passando a tesoura numa flare do inverno que você pode   já ter no guarda roupa.   Use com bota bem curta, sapatilha bicuda ou sandália.

Gloria Kalil

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Deu no New York Times

Alô Chics! Antes de falar qualquer coisa a respeito de suas ideias políticas o New York Times de hoje, 18 de junho de 2015,  comenta longamente o fato do ex-governador da Florida, Jeb Bush, ter anunciado sua candidatura à presidência dos Estados Unidos de camisa esporte, sem paletó nem gravata.  É a primeira vez na história do país que essa afronta ao tradicionalismo acontece. 

Os homens vivem se queixando do absurdo que é o uso obrigatório de terno e gravata em grande parte das situações formais de suas vidas. E vivem me perguntando quando é que essa exigência absurda, sobretudo em países de climas quentes, vai terminar. 

Minha resposta sempre foi a de que os homens usam esse uniforme porque querem. Bastaria um homem independente e poderoso abolir seu uso que o costume poderia se modificar. Bill Gates, Steve Jobbs, Zuckermann, os gênios do Vale do Silício,  deram contribuições valiosas nessa direção. Quem sabe esse Bush, irmão e filho de ex-presidentes americanos, não ajude seus colegas masculinos a abolir esse fardo?

Gloria Kalil

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Book rosa

Alô Chics! A novela Verdades Secretas gira em torno do mundo da moda, mas mostra – para variar – seu lado sombrio. Prostituição, drogas, puxadas de tapete, inveja e competições sujas são mostradas como verdades secretas, próprias e exclusivas deste meio de perdição.

Pois saibam que não conheço território, meio ou profissão onde essas coisas não aconteçam. Subornos, disputas, exploração de meninas e excessos de bebidas e uso de tóxicos não são absolutamente acontecimentos que só acontecem no mundo da moda. Books Rosas existem aos montes por aí, com nomes de garotas que estudam em universidades, que trabalham em grandes empresas, que trafegam em corredores políticos e daí para fora...


Grazi Massafera como a veterana do book rosa, Larissa

Atribuir ao mundo Fashion estas características é uma irrealidade que só se justifica numa obra de ficção que precisa de um território para que sua ação aconteça. Se a trama se transferisse para uma grande universidade, para algum dos corredores de Brasília (como vimos na minissérie Felizes Para Sempre?), para uma grande editora ou para os meandros de um banco, em nada ela perderia em autenticidade e credibilidade...

Gloria Kalil

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