Alô, Chics!

Cala a boca, Lavillenie

Tais toi, Lavillenie - ou seja, cala a boca, rapaz.

“Ao mau cantor até as cordas vocais atrapalham”; essa é a versão suavizada de um cafajestíssimo provérbio que me veio à cabeça assim que vi o francês Renaud Lavillenie tentando atribuir o seu desempenho abaixo do esperado a forças de variadas proveniências como a macumba, o nazismo, e até mesmo à nossa entusiasmada torcida.

Mau perdedor, ele não soube se controlar, desesperou-se e saiu dizendo um monte de besteira quando a viu sua medalha escapar e ir para o peito de um sorridente e maravilhado Thiago Braz, aplaudido por milhares de torcedores de todos os cantos do mundo. 

É duro perder. Especialmente para atletas que têm na competitividade um dos elementos obrigatórios de sucesso. Mas, tão importante quanto ganhar, é saber perder e agir com fair play e elegância como Djokovic ao perder para Del Potro e este último quando perdeu para Murray.

Lavillenie perdeu uma boa hora de ficar quieto, engolir o desapontamento e a raiva e cumprimentar seu oponente, conseguindo assim sair da arena, senão sob aplausos, pelo menos sem vaias e deixando uma boa lembrança para o gigantesco público das Olimpíadas 2016.

Ganhar e perder são fatos cotidianos da vida de um atleta, que tem que saber se comportar diante esses dois opostos, tão diferentes e tão próximos de seu cotidiano.

Gloria Kalil

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