Alô, Chics!

Há novidades no ar da moda masculina

Li com interesse o comentário de Cathy Horyn sobre a moda masculina. Mais do que um comentário, ela expressa uma perplexidade sobre a imagem que a indústria da moda está tentando vender (e emplacar) para o seu consumidor.

Acho que a dificuldade da jornalista americana (e da indúsria) está no fato de tentar colocar Homens sob o mesmo título, como se eles fossem um monobloco, uma classe única, uma categoria só. Não se pode mais pensar neles dessa maneira. São muitos os tipos de homens e muitas maneiras de vê-los, entendê-los, classificá-los e... vesti-los.

Já ajuda, e muito, se os dividirmos em duas categorias: os modernos e os clássicos.

Os Modernos

Podemos afirmar com certeza que boa parte dessa categoria é representada pelos muito jovens, pelos que transitam nos ambientes alternativos, pelos que vivem ligados em  computadores, esportes e artes em geral (cantores, músicos, cineastas, fashionistas, atores...).

Essa turma se veste de acordo com os lançamentos mais extremos da moda, ousa proporções diferentes, mistura décadas e estilos sem se espelhar em modelos pré-estabelecidos ou dogmas de elegância. Ele se destaca pela individualidade.

Clássicos

Podem ser jovens ou não: não é a idade que determina esse grupo, mas um comportamento ligado a valores tradicionais e pré-testados, desde a escolha da profissão, dos esportes, das amizades, da roupa que veste. Um clássico tem como referências a tradicional alfaiataria inglesa e outros padrões reconhecidos da vestimenta masculina. Eles jamais usarão um terno de mangas curtas - não por falta de coragem, mas porque não querem. Ele quer ser identificado como um homem de valores clássicos; ele não gosta e não quer ser confundido com os ideários dos modernos, menos ainda com a estética e com a categoria do mundo gay.

Ele não quer se destacar pela individualidade; ele quer mostrar que pertence a um time de gosto e de comportamento reconhecido e aceito como o melhor do masculino tradicional.

Os novos rumos dos clássicos

Há, no entanto, um vento novo soprando nessa categoria tão refratária a mudanças. É só olhar as fotos da festa dos pilotos da Formula 1 oferecida pela Hugo Boss com a McLaren, em São Paulo. Os clássicos machões da velocidade estão atualizando um pouco suas proporções e adotando, tranquilamente, a tendência de sexualizar sua aparência.

Eles não estão indo na direção do conforto, nem do anonimato: eles estão encarando uma exposição maior de sua personalidade e do seu corpo. Coisa que o universo feminino vem fazendo há séculos! Essa moda mais justa, mais reveladora do corpo, está sendo usada por héteros esportivos e bem sucedidos. E deve colar - esportistas são as Gisele Bündchen do mundo masculino.

Gloria Kalil

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