Alô, Chics!

Minas leva a moda a sério e lucra com isso

Estivemos em Belo Horizonte a semana passada por conta do Minas Trend, a semana de moda que se realiza duas vezes por ano na cidade. Trata-se, como se sabe, de uma vasta feira de negócios e de lançamentos, que completou nesta edição 10 anos de existência sempre bancada pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). Um evento sólido e constante que reúne por volta de 200 expositores mineiros e de outros estados brasileiros, sem contar os 10 mil visitantes que por lá circulam a cada edição.

A pergunta que fica no ar é: porque a Federação mineira é a única a apoiar o setor têxtil do seu estado? Porque São Paulo e Rio não merecem o mesmo tratamento por parte de suas ricas e respectivas federações, FIESP E FIRJAN?

Olavo Machado, presidente da FIEMG, acha que Minas soube entender que, embora o setor têxtil não seja numericamente muito representativo, tem a vantagem de envolver muitos setores industriais e de serviços, o que faz dele um parceiro altamente interessante: “O mercado de moda quando funciona, ativa uma grande cadeia de outras indústrias e outros setores (maquinário, tinturarias, setor químico e setor elétrico da cidade), além de ser muito importante do ponto de vista social, pois emprega muita mão de obra, especialmente a feminina em sua maioria chefes de suas famílias”.

Falta de visão das federações paulista e carioca, que contam com um setor ligado à moda ainda muito maior do que o de Minas Gerais.
 

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