Alô, Chics!

O que pegou em 2011

 Alô Chics! Por mais que você conheça moda, mercado, economia, psicologia e todos os santos que dominam uma cultura nunca vai acertar 100% nos rumos que o consumo vai tomar. Ou seja, ninguém sabe com certeza que moda ou que hábitos a rua vai adotar ou recusar.

Se por alguma razão obscura o povo invocar com uma cor, uma proporção, uma forma, um objeto; não tem estilista, passarela, designer, indústria ou imprensa que consiga reverter a situação. Em compensação quando alguma tendência cai no gosto popular ela é adotada imediatamente por celebridades, socialites, personagens de novela de televisão, multidões em ruas e metrôs.

Pedi para a redação do Chic fazer uma listinha das coisas que pegaram no ano de 2011. Vejam se concordam e mandem suas sugestões caso tenhamos esquecido de alguma. O que funcionou e fez sucesso em 2011:

. André do Val, editor-executivo do Chic: espadrilha, sgroppino, óculos espelhados, ceviche, Miami e saia longa plissada
. Edu Viveiros, editor: espadrilhas, píton, neolistras, calças curtas (para eles), Marcelo Jeneci e Criolo (música), spritz, ceviches, Instagram, festas com música brasileira
. Ligia Carvalhosa, repórter: saias longas e plissadas, listras mais largas e de tons contrastantes, estampa tropical, branco total, Instagram, suco de tomate, champagne
. Higor Dorta, repórter: mechas californianas (na faculdade todas as meninas fizeram e só falaram disso), óculos escuros redondo (cada dia vejo mais gente usando), meias coloridas à mostra (principalmente para os meninos)
. Alessandra Malcher, repórter: Instagram (depois do aplicativo, qualquer pessoa de qualquer idade que tenha um iPhone pode ser fotógrafo), casamentos (2011 foi o ano dos casamentos!), Kim Kardashian (todas querem saber da vida, do cabelo, das roupas dela), Pippa Middleton, ombré hair (seja curto, como o da Alexa Chung, ou longo como o da Deborah Secco no começo do ano), moroccanoil e os óleos de argan (preferidos das mulheres em 2011), esmalte flocado e craquelado (duas novidades que pegaram em 2011)
. Vinicius Alencar, repórter: listras, camisa de seda, rendas (as mais atuais estão coloridas e estampadas), calça vermelha, cabelo em corte reto um pouco maior que o Chanel, como o da Olivia Palermo; couro: vestidos, saias e shorts; maxi clutchs e maxi colares; mistura de estampas, peças de diferentes estampas ou na mesma peça como animais + flores; a volta da bermuda para os homens; a lapela de cetim ou "o novo smoking" como blazer do momento; relógios antigos como os clássicos da Cartier, com pulseira mais finas para misturar aos acessórios; novos decotes: ombros à mostra, frente única e nos longos os recortes laterais; calça curta para homens e mulheres, saia longa
. Maria Clara Villas, vídeo-reporter: febre das bicicletas (acho que a bicicleta veio pra ficar como meio de transporte, que infelizmente ainda é um pouco perigoso, devido a logística da cidade e de seus motoristas, como estilo de vida e como posição contra o trânsito caótico e a poluição dos carros. Espero que o ano que vem seja o ano em que a cidade e os motoristas se adaptem e aprendam a conviver com a bicicleta de um jeito seguro e responsável!); suco de tomate e bloody mary (a revolta dos tomates nos drinks e sucos!), Instagram e filtros (os filtros tomaram conta das fotos e vídeos produzidos pelo celular. Além do mais, acho que com os novos smartphones todo mundo está compartilhando e produzindo mais fotos e vídeos, sempre com algum filtro retrô. Para o meu meio, é bacana ver bastante produção de imagens, mas é um pouco assustador perceber que cada vez mais é difícil produzir algo que se destaque no meio de tanta informação).

. Gloria Kalil: o assunto do ano: as peles (falsas e verdadeiras); o veículo mais influente do ano, capaz de influir em regimes políticos: Twitter e Facebook; a surpresa do ano: os protestos espontâneos contra a economia mundial em NY.

Gloria Kalil

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