Alô, Chics!

Por que compramos roupas fora do Brasil?

Alô, Chics! Vi no Bom Dia Brasil, na sexta-feira (16.03), o vídeo da abertura da Uniqlo em Tóquio e fiquei de queixo caído. A loja tem muitos andares e é em Ginza, o bairro comercial chic da cidade. A multidão que desde a madrugada foi se aglomerando nas calçadas fez com que fosse preciso chamar a polícia para  controlar e organizar a fila e o entra e sai.

Tudo isso porque a marca, em relativo pouco tempo, firmou-se como uma das melhores fabricantes de roupas esportivas, lindas e baratas do mundo. E mais, tornou seu dono o homem mais rico do Japão, assim como a Zara fez de seu dono o homem mais rico da Espanha.

O ponto onde quero chegar é o seguinte: o povo quer comprar roupas baratas e na moda. Se de um lado temos as grandes marcas do prêt-à-porter de luxo, com seus preços astronômicos vendendo para os megamilionários do mundo, do outro temos essas marcas espertas com suas roupinhas baratinhas e em cima dos últimos suspiros da moda, vendendo para todas as camadas sociais e econômicas do planeta.

Não temos ainda no Brasil essas marcas, pois mesmo essas que vêm de fora chegam nas mãos dos consumidores brasileiros bem mais caras por conta da quantidade de impostos que pagam para vender no país.

Tudo bem se tivessemos aqui uma, ou algumas, marcas nacionais vendendo o mesmo tipo de roupa bacaninha e barata. Mas não temos - embora haja um esforço neste sentido por parte das nossas grandes lojas de departamento. Então, o que fazemos? Vamos para Miami ou Nova York fazer compras. O governo e os nossos industriais andam irritados com isso? Pois que nos dêem alternativas!

Gloria Kalil

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