Alô, Chics!

Selfie fora de hora

Barack Obama foi o primeiro. Péssimo exemplo deu o presidente norte-americano ao topar uma selfie no enterro do líder africano Nelson Mandela. A partir daí a prática se acreditou liberada e foi - como se viu - amplamente exercitada no enterro do candidato a presidência do Brasil, Eduardo Campos.

Embora a família do político tenha se mostrado discreta e tenha ficado recolhida em sua casa até a hora final do sepultamento, o fato não escapou do clima de espetáculo que tem acontecido na morte de qualquer pessoa famosa.

A televisão, ao cumprir seu dever de mostrar os acontecimentos, o acúmulo de fotógrafos, a presença de celebridades estimula as pessoas comuns, e que não têm nada a ver com o morto, a irem ao local do velório “prestar uma última homenagem” e, de quebra, fazer uma selfiezinha para colocar nas redes sociais.



O fenômeno se repete nas ocasiões mais absurdas; é moda também ir a exposições em galerias de arte e museus e – de costas para os quadros e esculturas - colocar a foto no ar para mostrar que esteve lá. Ninguém está interessado no trabalho dos artistas, o que vale é a foto na rede.

Ô praga. Há ocasiões em que o uso do celular se torna inconveniente, invasivo e descabido. Enterro, com certeza, é um deles.

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Gloria Kalil

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