Alô, Chics!

2016, um ano nada chic

Alô, Chics!

Dezembro é o mês dos balanços e das listas dos melhores e dos piores do ano que passou. É a época em que costumamos fazer nossa lista dos Chics do ano. Pois este 2016 que está acabando não vai ter lista nenhuma.

Não teve nada de chique este ano. Já em janeiro, assim logo de cara, perdemos o Chic dos chics, David Bowie. A lista ainda ia aumentar com as mortes trágicas de Prince, Domingos Montagner e do amigo Hector Babenco.

Foi um ano de sustos, desapontamentos, empresas fechando, desemprego e de grandes agressividades por conta de diferentes opiniões sobre a política, a economia e as medidas que estão sendo tomadas em relação ao assunto.

E não foi só aqui no Brasil que o panorama escureceu: o mundo está vendo sem fazer nada o massacre na Síria, o drama dos refugiados, os atentados na França e, para encerrar com chave de ouro, a eleição de uma figura aventureira e imprevisível para presidente dos Estados Unidos.

O que fazer para encarar um 2017 que se anuncia tão difícil quanto este que passou?
Foco nos projetos, atitude low profile na vida pessoal, solidariedade para com os outros e força total para se jogar em todas as oportunidades que a vida oferecer e que soubermos cavar.

Espero que, apesar das dificuldades, a gente consiga dar a volta por cima e ter, em dezembro de 2017, motivos para voltar a fazer a lista dos Chics do ano.

Até lá!

Beijos,

Gloria Kalil

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O grande derrotado desta eleição foi o jornalismo americano

Para espanto do povo e dos governantes de muitos países, da maioria da população norte americana e da imprensa do mundo inteiro, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos.

Não vou entrar na análise econômica nem política do fenômeno a não ser para chamar a atenção dos colegas jornalistas para um pequeno detalhe: o quanto podemos não saber ver o que está acontecendo debaixo dos nossos olhos. Cada vez que eu via pela televisão cenas dos comícios do empresário e entertainer Donald Trump ficava espantada com o entusiasmo das multidões que o acompanhavam.

Cada vez que saia uma pesquisa eu me admirava com a consistência com que seus apoiadores sustentavam sua confiança no candidato, independentemente das barbaridades que ele falava ou teria feito

. Só isso já dava para ter colocado na cabeça dos jornalistas e comentadores políticos de todos os jornais americanos (e internacionais) o fato de que ele estava, sim, levando a melhor na sedução dos eleitores; ele estava falando o que eles queriam ouvir. Até a variação mínima das pesquisas já mostrava essa possibilidade.

Mas o jornalismo queria ver outra coisa: queria ver Hillary eleita. Ficou cego para o que estava se passando e – prepotente – tomou seu desejo por realidade. Foi, na minha opinião, o grande derrotado desta eleição.

Gloria Kalil

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O SPFW da diversidade

Alô, Chics!

Terminou a 42 edição do SPFW, desta vez em uma tenda montada ao lado do Museu AfroBrasil no Parque Ibirapuera. Foi uma edição pequena, mas bem sucedida em resultado. O espaço geral da tenda, sendo menor, só comportava uma sala de desfiles - o que propiciou vários deles em locais espalhados pela cidade. Não é má ideia; dá um respiro e uma variada para nós que assistimos a todos os shows.

O que vimos nestes cinco dias de lançamentos? Muitas novidades - a começar do propósito de cada marca: umas lançando alto-verão no sistema see-now-buy-now (ou seja, em pronta entrega), outros lançando inverno no tradicional sistema de pedidos. Nas duas modalidades, muita coisa boa.

As "see now" que deram água na boca: À La Garçonne e Just Kids.


À La Garçonne, Just Kids

Da novíssima categoria inventada neste SPFW, "see now, buy SOON" (ou seja, não dá pra comprar agora, mas já já): Memo é o destaque, na coleção feita com a Lolitta.


Memo, Iódice

As que apresentaram as melhores coleções que só chegam no inverno: Fernanda Yamamoto (deslumbrante a moda e o desfile), Iódice, Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço, Vitorino Campos.



Fernanda Yamamoto, Vitorino Campos, Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço

Desfiles impacto: Lab e Ronaldo Fraga




Mas o que brilhou e ficou claro neste SPFW foi a diversidade de estilos de moda, mais até do que a diversidade de gêneros, que também se viu aos montes nas passarelas e que é sempre bem vinda.

O SPFW mostra, como nenhuma outra semana de moda do país, uma moda mais autoral e portanto mais variada em propostas e em estilos - tendo assim a chance de atingir um público maior de compradores e de consumidores.

Em nenhum momento se fala em moda paulista; aqui se fala de moda. Ponto. Moda para o país todo, com uma oferta incrível de propostas para a praia, cidade, dia, noite, festas, esportes...

Moda diversificada com um país que vive a diversidade embora ainda haja tantos focos de resistência a ela em todas as suas manifestações.

Gloria Kalil

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Moda até debaixo d'água

Alô, Chics!

Como faz todo ano a revista Elle convidou para um desfile, quando antecipa as tendências que as indústrias prepararam para a próxima temporada; desta vez, o alto-verão.

Vá preparando litros de filtro solar, se não quiser ficar cheia de tirinhas vermelhas pelo corpo; quase todas as marcas mostraram maiôs e biquínis enfeitados e amarrados por alcinhas prá lá e prá cá, na cola dos sutiãs da lingerie. Ainda muitas calçonas até a cintura, maiôs inteiros e a inspiração de quimonos para saídas de praia - veja todas as imagens dos oito desfiles.

Mais do que a moda que vimos, a graça total do desfile foi o local escolhido: o ainda nem inaugurado Aquário Marítimo do Rio, na zona portuária do Rio de Janeiro. Mais uma novidade que deve levar multidões para esse canto da cidade que até bem pouco tempo era abandonado e pouco frequentado. Agora, é luxo só: tem o MAR (Museu de Arte do Rio), tem o Museu do Amanhã, tem o boulevard com lojas, restaurante, hotel, e, breve, o sensacional Aquário que é sempre um encantamento (até os mais pobrinhos eu acho lindos).

Dá para imaginar como foi bonito ver as modelos de biquínis andando por tubos cheios de toneladas de água e peixes nadando; um sonho!

Falei para a Susana Barbosa, diretora da Elle, que depois de nos levar para ver desfiles em pontes, aeroportos e aquários, o próximo, só em Marte! Já vou providenciar meu macacão prateado para ele.
 

Gloria Kalil

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As tendências do Minas Trend para o inverno 2017

As coleções mostradas no Minas Trend foram de inverno, mas é claro que as tendências que vimos serão imediatamente adotadas.  Ninguém mais espera 6 meses para usar algumas propostas diferentinhas de moda.

A maioria delas se resolve com uma boa fuçada no armário e um bom stylism. Por exemplo: quem não tem em alguma gaveta uma peça azul clara e uma rosa bebê? Pois é só usá-las juntas que você vai estar com a combinação de cores mais usada nas coleções do próximo inverno. Outro exemplo: sabe aquele chemise do verão passado? Ponha uma faixa larga nos quadris, dê um grande nó na frente e saia por aí com sua roupa renovadíssima, com cara de nova.

Aqui uma listinha das novidades da moda:

1. Bombers de todos os tecidos, cores e comprimentos que tiverem. Especialmente os que vêm com punhos listrados roubados dos agasalhos esportivos.


Victor Dzenk, Ellus

2. Chemise longa com faixa amarrada no quadril. A faixa tem que ser da mesma cor da roupa.


Victor Dzenk, Plural

3. Use um corpete em cima de uma camisa, de uma camiseta, de um vestido. Truque de styling super atual.

4. Faixas e tiras presas em jaquetas, saias e vestidos. Arrume umas fitas pretas e pendure nos passantes das saias e calças e terá um toque novo no seu look.


Natalia Pessoa, Modem

5. Rosa pálido combinado a azul clarinho para voce sair de princesinha da Disney.


Victor Dzenk

6. Todas as estampas gráficas



Natalia Pessoa, Lucas Magalhães, Ellus, 2nd Floor e Victor Dzenk

7. Nos acessórios, o brilho (logo, logo, enjoativo) do prata espelho.

8. Use seus vestidos sem mangas com malhas de mangas longas ou curtas embaixo. Fica com cara de “jumper”.



Plural, Modem, Lucas Magalhães

9. A grande maioria das saias tem o comprimento mídi; o xadrez aparece bastante e as sobreposições imperam, especialmente a de saia longa com túnica também longa. 



Doiselles, Lucas Magalhães, Natalia Pessoa, Plural

 

Gloria Kalil

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Levanta a cabeça, Lavillenie

Levanta a cabeça, Lavillenie... e excusez nous!

Levanta a cabeça e tira uma onda com essa vaia que o chororô não leva a lugar nenhum.

Brasileiro é ruidoso mesmo. Torce desesperadamente como se a própria honra estivesse em jogo. Estamos exacerbados com nossa situação econômica e política e, portanto, gritamos onde conseguimos nos fazer ouvir: nos estádios e nas arenas.

Ali, não perdoamos nada; somos cruéis até com nossos conterrâneos. Olha só o meme da camiseta do garoto, onde foi parar: já riscaram até a Marta do pódio e colocaram o “cara da vara”.

Andamos exagerando nas vaias? Sim. Mas como bom atleta você deveria ter tido mais fair play com seu rival brasileiro, deveria ter sido mais simpático com o público; um pouco de delicadeza de sua parte teria evitado essa vaia (desnecessária e grosseira) na hora de vocês, os maiores atletas do mundo do esporte que praticam, terem subido no pódio para ganhar suas merecidas medalhas.

De qualquer modo, parabéns pela prata e ... excusez nous, Lavillenie!

Gloria Kalil

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