Beleza

Entenda a diferença entre cosméticos naturais, orgânicos, veganos e cruelty free e saiba o que avaliar na hora da compra

Aos poucos a categoria de produtos naturais, orgânicos, veganos e ‘cruelty free’ ganha a atenção dos brasileiros, mesmo que este crescimento ainda seja ‘tímido’, como define Célio Higuchi, professor em Cosmetologia e coordenador responsável pela linha de pesquisa Cosméticos Sustentáveis, Senac, SP. 

Segundo Samyra Cunha, umas das fundadoras da VeggieBox, e-commerce por assinatura de produtos de beleza veganos, que funciona desde fevereiro de 2015, é possível ter uma rotina de higiene e beleza completa com esses produtos. “No Brasil existem muitas marcas veganas que são pouco ou nada conhecidas. Queremos ajudar na descoberta desses produtos por meio do serviço de e-commerce, que garante conforto e comodidade para os consumidores”, explica.

Atualmente, a Veggie Box conta com duas opções de assinaturas da caixa: a mensal, que sai R$ 89,99, e a trimestral, R$ 239,99.


 

VEGANOS E CRUELTY FREE

Assim como os produtos veganos, os cosméticos que levam a classificação cruelty free, ou 'livre de crueldade' na tradução, também não testam em animais e não utilizam substâncias testadas. O PEA (Projeto Esperança Animal) ajuda a fiscalizar e classificar as marcas nacionais 'amigas dos animais' fornecendo uma lista no site, enquanto as marcas internacionais, como a Lush, Body Shop, entre outras que não realizam testes, podem ser consultadas no site do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), ´Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais', traduzindo.

 

NATURAIS E ORGÂNICOS

Na categoria de cosméticos ecológicos também estão os naturais, que devem ter no mínimo 95% de ingredientes naturais e vegetais, e os orgânicos, que além de atender a classificação do natural, devem ter pelo menos 95% de vegetais orgânicos, ou seja, cultivados sem o uso de agrotóxicos. Segundo Céilo, a melhor forma de checar se um produto cumpre o que promete é avaliar se ele tem selos que comprovem a fórmula. "Caso não tenha selo e no rótulo do produto informe, desconfie", alerta. No Brasil existem as certificadoras IBD e Ecocert, que regularizam os produtos com selos.