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DICIONÁRIO BILÍNGUE PORTUGUÊS-PAJUBÁ: Max Weber decifra o dialeto preferido do povo da moda!

Você já conhece o pajubá? O dialeto tem origem nas linguagens africanas e no Cambomblé e acabou virando gíria no backstage dos desfiles. Atrás de desvendar um pouco mais das expressões, pedimos uma ajuda para o expert Max Weber. "Aprendi a primeira palavra em pajubá há mais de 20 anos: era "mona" [significa mulher ou gay]", lembra. "Na época, eu trababalhava no Ceasa e conheci o primeiro amigo gay, que sempre me chamava de "mona". Eu ficava loka porque não sabia o que significava. Pensava até que era relacionado ao quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci!"

Para Max, o pajubá deve ter chegado no Brasil junto com os navios negreiros e só recentemente tornou-se um código gay. "Na época da ditadura, por conta do preconceito
e para despistar na presença de alguém indesejado, passaram a usar o dialeto para se comunicar. Eram sinais usados com respeito", explicou. "Como eu sempre fui mais solto e nunca tive vergonha de ser gay, adotei no meu dia a dia sem maldade e todo mundo começou a prestar atenção. E esse meu jeito de falar facilitava, inclusive, o trabalho com as modelos."

Hoje, as expressões são
ouvidas, principalmente, entre as pessoas que trabalham com moda. "Amapô", "aqué", "bofe" e "mona" são algumas delas. Veja abaixo o significado dessas e de outras palavras e não fique por fora durante as semanas de moda!

Amapô: mulher
Aqué: dinheiro
Aquendar: paquera
Arrasou: expressão para admiração
Bas-fond: confusão
Bofe: homem bonito
Elza: roubar
Equê: mentira
Erê: criança
Mamar: tirar um barato
Mona: mulher
Ocó: homem
Odara: grande
Picumã: cabelo
Uó: alguma coisa ruim

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