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L’Officiel volta às bancas brasileiras dirigida por Erika Palomino e com desafiadora atitude que ironiza a alta-moda

O mercado editorial de moda continua aquecido no Brasil e, depois da movimentada que a Condé Nast deu no setor recentemente com a reformulação da Vogue e a estreia da Glamour e também com a chegada da Harper's Bazaar pela Carta Editorial, outro título internacional aporta por aqui com a missão de representar o país no portfólio global de publicações: a L’Officiel, da editora Escala Não é a primeira vez que a revista é lançada no país, mas nesta segunda empreitada, dirigida por Erika Palomino, ela tem como missão ser uma revista com características brasileiras dentro da histórica editora francesa Jalouse, mais do que uma franquia regional.

A capa, que você vê em primeira mão aqui no Chic, é com a modelo Marina Nery, que usa um vestido de André Lima e pulseiras da Chanel, da designer Emar Batalha e de Christine Yufon. A foto é de Paschoal Rodrigues, o styling de Mauricio Iânes e o make de Helder Rodrigues. Segundo Erika, o tema principal da revista gira em torno de luxo brasileiro, falando bastante de manufatura e artesanato, dos ingredientes nacionais.

“Convidamos uma modelo nova para mostrar que esta é uma revista nova! Não queria me apoiar em um supermodelo neste momento”, explica Erika, diretora de redação. “É uma imagem bem brasileira, com uma pose que faz pequena ironia à estética da alta-costura, mas com o cabelão, a sensualidade e esta atitude desafiadora, como se aquilo fosse supernatural pra ela”, descreve. No editorial dentro da revista participa também a modelo negra Carola, que é de uma comunidade carioca, justamente para desconstruir a imagem de alta-moda. “E as duas estão sem chapinha!”, ferve Erika.

Com tiragem de 47 mil exemplares, este primeiro número de 300 páginas chega às bancas de SP na quarta (23.05), do Rio na quinta (24.05) e depois nas outras capitais. Foram quatro editoriais produzidos aqui: além do editorial de capa, Luciana Curis foi fotografada em uma gruta no alto do morro do Vidigal por Vasia Tolstói e ainda Carol Ribeiro e Flavia Oliveira num editorial surrealista de joias, por Paola Orleans e Bragança (editora contribuinte de joias), com concepção de Dudu Bertholini.

Serão 10 números por ano, cada um custando R$ 10 nas bancas. “É um preço para que todo leitor pudesse comprar. Falamos de luxo, mas não queremos ser exclusivistas.”  Erika diz que usa pouca coisa da matriz, somente o que tenha relevância para o Brasil, como é o caso de uma matéria de moda praia, com a modelo Barbara Fialho. “Não queremos apenas uma revista de moda, mas que interesse a outras pessoas. Não é business-to-business, não é sisuda. Quero fazer uma revista jovem, com frescor e gostosa de ler!”.

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