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Novas regras de numeração de roupas não são obrigatórias, mas podem diminuir trocas e facilitar vendas pela Internet

Depois de 15 anos de pesquisas e mais de R$400 mil de investimento declarado, a Abravest (Associação Brasileira de Vestuário) apresenta oficialmente um projeto para a normalização das medidas das roupas no Brasil.

"A numeração atual com P, M, G e a grade do 36 ao 44 são ilusórias. Já que como sabemos essas medidas variam muito dependendo da loja e do estabelecimento", disse Maria Adelina Pereira, superintendente da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), explicando o porquê da importância das novas normas.

A implementação na grade infanto-juvenil já foi aderida, a grade masculina está passando por consulta pública e a feminina já está sendo finalizada, com planos de ser concluída até o primeiro semestre de 2012.

Essa adequação se baseou na mudança corporal da população brasileira ao longo dos últimos anos, que no caso do masculino será até divida em três biótipos: normal, atlético, obeso. Já no feminino haverá medidas para busto e quadril, e a proposta é que as calcinhas e sutiãs sejam vendidos separadamente pois também trarão medidas no lugar da numeração.

Segundo Maria Adelina, as medidas são  "baseadas no tórax, estatura e medida da cintura, basicamente", e contam também com outras medidas, como a dos ombros e "comprimento entrepernas".

Para se ter uma noção a sugestão das organizações é que cada peça venha com uma etiqueta (como as da galeria acima), com algumas medidas e estatura para consulta do consumidor. A proposta é também que cada loja tenha uma tabela corporal para que os lojistas possam guiar os clientes na hora da compra.

Segundo Maria Adelina, é uma regulamentação "não obrigatória, mas voluntária", e que a ABNT estabeleceu parceria com o Instituto Totum, certificadora credenciada pelo INMETRO, no qual haverá uma lista das confecções participantes.

"As confecções de moda infantil já comentaram que as trocas e a necessidade de experimentar diminuiu", afimou a superintendente. Além disso, segundo Roberto Chadad, presidente da Abravest, haverá uma economia de matéria-prima, e as confecções homologadas terão benefícios ecônomicos e competitivos devido a essa diminuição de troca e certeza na produção em larga escala; e também será importante para o mercado de compras online.

O Chic vai acompanhar este processo de implementação neste link. Acompanhe.