Moda

André Lima . verão 2009

A coisa mais divertida de ver em André Lima é seu esforço, que não é desta temporada, em deixar lá no passado as divas vaporosas e calientes e substituí-las por modernas e quase robóticas – mas ainda assim poderosas – mulheres dos anos 2000. Para isso, ele vem explorando ângulos agudos, limpando formas, estruturando ombros e quadris e deixando de lado as estampas escandalosas. O que há de divertido nisso? É ver que ele não nega a essência: no final de tudo, simplesmente não consegue se render a um dramático Julio Iglesias cantando Me olvidé de vivir.

Dar risada da vida é imperativo para o estilista e quem leva a melhor são as mulheres, que ganham mais opções para abalar na festa. Se é isso o que a leitora procura, saque sua shopping list da bolsa e anote: "ir ao André Lima para comprar longos de ombros quadrados, cocktail dresses tipo origami, curtos escandalosos e estruturados e aquele que parece uma borboleta, para a próxima festa a fantasia de gala".

O trabalho do estilista foi claramente pela construção da roupa, num exercício de modelagem ora discreto e usável, ora fantástico e perfeito para simples apreciação. Alguns lembravam dobraduras; outros, laços de quimono reinterpretados. Tanto foram as formas as estrelas do desfile que a cartela de cores não respeitou lógica: tinha do amarelo pastel ao pink + vermelho; da estampa de laços-borboleta roxa com cara de vintage ao gráfico p&b. Quão inesquecível deve ser vestir aquele furta-cor de Vivi Orth para uma noite de música e champanhe? Ao tapete vermelho, já!

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