Moda

Dossiê saia mullet: quem são os culpados?

Por bem ou por mal, a saia mullet – modelo curto na frente e longo atrás, como o corte de cabelo – caiu de vez no radar fashion. A duvidosa tendência, que remete ao sabor da febre das (também duvidosas) clogs em 2010, marca presença das araras do fast fashion nacional às prateleiras das top grifes internacionais. Mas afinal, que ideia é essa que, sorrateira, aplacou o wishlist de tantas garotas?

A pergunta nos dirige diretamente para uma ano-chave: 1992, quando Stephanie Seymour, do alto de seu 1m78, se casou com Axl Rose no antológico videoclipe de November Rain, dos Guns'n'Roses. Inesquecível, a imagem da top vestida de noiva se consolidou como a exceção de um modelo que entrou na lista de proibições de um guarda-roupa de bom gosto. A certeza de que o look serve para poucos, aliás, veio no mesmo ano, quando a atriz Geena Davis vestiu um ingrato vestido mullet para a cerimônia do Oscar.

No novo milênio, a ressureição dessa moda se revela em um breve passeio pelas últimas temporadas internacionais. Em 2007, Alexander McQueen propôs vestidos à la Seymour para o verão de sua marca. A Chanel de Karl Lagerfeld é outra envolvida: lançou o mullet de recorte gráfico em versão sem volume na coleção alta-costura de verão 2009 - mesma ideia adotada por Stella McCartney na temporada de inverno 2010. Já a proposta mais vaporosa do modelo é obra de Christophe Decarnin, então estilista da Balmain, que apostou no mullet como uma evolução das fendas vertiginosas e ultrassexy das coleções anteriores da grife.

Inconsciente coletivo ou não, não demorou para outras labels como Pucci, Haider Ackermann e Versace também aderirem à ideia, que chegou rapidamente às ruas brasileiras via marcas populares. Só nos resta por à prova a durabilidade dessa tendência, que pouco se adequa às curvas das mulheres brasileiras. Façam suas apostas!

Enviar por E-mail

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

Enviar por E-mail