Moda

Sai Carla Bruni, entra Valérie Trierweiler: nova primeira-dama francesa não é adepta (ainda) das supergrifes

Os franceses se preparam para ficar in love com sua nova primeira-dama. Enquanto os esquerdistas comemoram a chegada de François Hollande, que tomou posse na presidência no lugar de Nicolas Sarkozy nesta terça-feria (15.05), muita gente está de olho mesmo é em Valérie Trierweiler, que "substitui" a cantora italiana Carla Bruni.

As diferenças entre as duas não são pequenas. Ex-modelo e cantora pop italiana, Carla casou-se com Sarkozy em 2008 e enfrentou o azedume da opinião pública - fator que soube trabalhar e sair do cargo mais querida, diferente do ex-Presidente, que adquiriu impopularidade crescente no final do seu mandato.

Jornalista e ex-repórter de política de 47 anos, Valérie nem mesmo é casada com Hollande - os dois namoram desde 2006 -, gosta de se manter nas sombras do novo Presidente e será a primeira divorciada a ocupar o posto de companheira oficial. Foi batizada de "a mulher discreta" pelo jornal Le Point, ao se recusar a ser entrevistada para um perfil, mas também ganhou o apelido de Rottweiler depois de estapear um jornalista colega por um comentário sexista.

Enquanto Carla evita saltos ao lado de Sarkozy para disfarçar sua altura, Valérie tem outras coisas com que se preocupar. E, dizem analistas, foi peça-chave de bastidores na pré-campanha presidencial ao melhorar a imagem de Hollande: o fez emagrecer, melhorar os ternos e trocar o modelo de óculos. E também tem que enfrentar a opinião pública: apesar de gostar de manter o trabalho de jornalista mais a pose de mãe de 3 filhos e dona de casa moderna, Valérie tem fama de esnobe entre o eleitorado.

Mas o que todo mundo quer saber é como será o "guarda-roupa presidencial" de Valérie? Ela chega em um momento de primeiras-damas pop e com consciência de moda, ao lado de Bruni, Kate Middleton e Michelle Obama (com quem deve se encontrar em breve), mas não é adepta das grandes grifes.

As marcas, por outro lado, estão de olho nela. Karl Lagerfeld já a chamou de "muito elegante", enquanto Bouchra Jarrar a compara a "uma heroína num filme de Chabrol".

Durante a campanha, Valérie se mostrou discreta. Diferente de Carla Bruni, que aproveitava o corpão de ex-modelo quarentona e a a aproximação com as grifes para potencializar o closet, Valérie faz a linha normal, sem grandes decotes ou invenções ("normal", aliás, é a maior característica do novo casal segundo a imprensa francesa, em comparação ao casal midiático anterior).

"Eu nunca vesti grandes costureiros", disparou ela em entrevista ao Times UK. "Atualmente visto prêt-à-porter, principalmente Georges Rech e Apostrophe, marcas que vesti na televisão". A saber: Rech foi um dos pioneiros da moda de rua francesa nos anos 1960 e seu nome alimenta uma marca de roupas elegantes; assim como a Apostrophe, que começou como uma camisaria tradicional e hoje é vestida por Hillary Clinton, uma das heroínas da primeira-dama francesa.

Na posse, usou vestido preto sob mantô branco Tara Jarmon, mais sapato Anne-Valerie Hash. Todas marcas devidamente nacionais.

Básica (mas elegante) e comedida, Valérie não é fã de estampas ou muita pele de fora. Fica nos tons sóbrios e neutros, nos casacos e alfaiataria, calças e camisas brancas. Mas, como boa francesa, sabe amarrar seus lenços e echarpes muito bem!

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