Novela

Figurinista de Em Família, Marília Carneiro conta em primeira mão sua nova aposta de beleza para a novela

O Chic se encontrou com a figurinista Marília Carneiro, que estava em São Paulo para assistir ao musical Elis, A Musical, que acabou de estrear na cidade com sua assinatura no figurino. Entre cafés, Marilia conta em primeira mão sobre uma das apostas de beleza para a novela Em Família: a nail art.

"Acho que o esmalte virou acessório e como figurinista tenho que prestar muita atenção nisso", afirma a figurinista, do alto da sua experiência de 40 anos de carreira. Na sua lista de sucessos, que saíram da TV para as ruas, estão a sandália com meia de lurex usada por Sônia Braga em Dancin' Days e os acessórios de Jade, personagem de Giovanna Antonelli em O Clone, uma das mais copiadas da história das novelas.

A ideia de Marilia é elevar as unhas decoradas para uma categoria fashion. "Quero levar esse estilo para a moda”, aposta. "A nossa ideia é conseguir que essa informação fique atraente para o público A.”, explica Alexandre Duarthe, diretor da agência Moda no Figurino, que tem ajudado a viabilizar o projeto dos esmaltes com parceria da marca Beauty Color.

Sobre o perfil das personagens que devem aderir ao estilo, Marília aposta nas mais ousadas. “A minha primeira ideia é pegar a personagem da Viviane Pasmanter, que é uma louca entre aspas, porque acredito que a personagem tem que ter uma dose de loucura para usar essas unhas. Quero também aproveitar a copa para colocar nela unhas com temática brasileira, como as usadas por Jennifer Lopez.”, diz Marília, se referindo à nail art usada pela cantora no clipe da música tema da Copa do Mundo.

A personagem de Tainá Muller também deve ganhar uma versão. "Penso na fotógrafa porque ela é moderna. Mas no caso da Tainá, será algo mais fino, com pegada art déco e algum conteúdo de arte.”

Marília começou a dar atenção às unhas já na novela O Clone, em 2001. “Queria botar ouro nas unhas da Jade e uma amiga minha tinha acabado de voltar de Paris com um frasquinho de verniz dourado que resolvi usar. Foi um sucesso e eu não tinha um segundo pote, nem para fazer a continuidade, então o pobre do caracterizador teve que fazer uma misturinha com pó de ouro e base para parecer com aquele que eu tinha usado.”

Enquanto não chegam as nail arts, a aposta de esmalte de Em Família é o de Bruna Marquezine. “Eu queria colocar um esmalte laranja na Bruna porque todo figurino dela é pontuado com laranja, seja uma roupa, um acessório... E descobri o Lollipop da Beauty Color, um laranjinha que está fazendo sucesso.”

Para a figurinista, o sucesso de uma peça depende da atriz: “Eu acho que depende da popularidade da atriz. A Giovanna é uma maga, tudo que ela usar cria desejo. Agora temos a Bruna e tudo que ela usa é objeto de desejo no dia seguinte.” Outro critério é o entrosamento com o figurino: “Para funcionar, primeiro existe uma comunhão minha com o ator, depois vem um triângulo: eu, o ator e o público. Quanto mais o público quer alguma peça, mais me estimula na hora de criar.”

Marília adora levar conceitos de moda e fazer apostas que viram tendência entre a população: “O figurino tem a capacidade de lançar moda, a novela é muito didática no país, ela educa ou deseduca a população a partir do momento que leva aquele conceito para dentro da casa das pessoas. Espero que a unha decorada seja um sucesso, como a sandália de Sônia Braga em Dancin' Days que virou uma febre.”

Já a Marília faz o estilo clássico e não tira o vermelho das unhas: “Quando eu percebi que o esmalte virou acessório eu adotei o vermelho e até eu mudar de cor vai demorar anos. O preto é um esmalte que eu adoro, mas não casa muito comigo. Acho que eu teria que ser misteriosa para usar a cor. Vermelho é misturinha de quem finge que é ousado”, brinca. “Acredito que o esmalte fala tanto da personalidade da pessoa quanto a roupa, ou joia que a gente escolhe.”, complementa.

Além da novela, Marília é a responsável pelo figurino do musical Elis, A Musical, de Denis Carvalho, que estreou no sábado (15.03) em São Paulo. “A Elis teria a mesma idade que eu, então foi fácil fazer a pesquisa. Eu e o Denis fizemos um mergulho nas nossas próprias vidas e memórias. Quando se percebe que virou objeto de pesquisa é porque alguma coisa está errada.”, brinca.

O espetáculo retrata quatro décadas, que começam nos anos 50 e terminam em 80. "A que eu mais gosto é os anos 60, que ela usa aquela capa pink de cabeleireiro que eu coloquei e me deu uma alegria de fazer. Eu pensei ninguém vai entender, mas dane-se."

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