Sinal Verde

Que tal um vestido de noiva... vegano? Estilista Renata Buzzo conta como levou seu estilo de vida para o ateliê

Vegetariana há oito anos e vegana há dois, Renata Buzzo se orgulha de ser a primeira estilista de noivas do Brasil a criar vestidos que não utilizem nenhuma matéria prima animal.

A ideia surgiu do sonho de ter sua própria marca e respeitar seu estilo de vida. "Eu sei que linkar o mercado de luxo de noivas com a causa animal é um tanto inusitado, mas para mim foi natural", conta Renata. "Tenho um amor incondicional por animais e desde a faculdade de moda senti que seria infeliz se negligenciasse isso em âmbito profissional."

Renata começou a carreira de moda estagiando com Samuel Cirnansck, daí veio a vontade de trabalhar com noivas. “Quando estava na faculdade me apaixonei por moulage, ddepois de estagiar com Cirnansck tomei gosto por noivas", conta.

O que difere os vestidos de noiva da estilista dos ateliês tradicionais são os materiais. “A diferença básica é não utilizar produtos derivados de animais.”, explica. Para isso, Renata substitui a seda por tecidos vegetais, como algodão, e sintéticos como crepe, tule e musseline. “Uso os de alta performance, que possuem um preço elevado mas garantem a qualidade e o caimento que desejo”

Os detalhes e botões, muitas vezes feitos com chifres, ossos ou pérolas nos vestidos tradicionais, são substituídos por canutilhos, miçangas e pedras.

Renata também reutiliza rendas antigas e não gosta de desperdiçar sobras. “Garimpamos rendas vintages que são tratadas e rebordadas. Também não jogamos fora os retalhos, que viram arranjos para o cabelo ou um bordado no vestido seguinte.”

Outro detalhe são os sapatos veganos que a estilista acaba de lançar em parceria com a tradicional marca Kila. "Criamos uma linha desenvolvida em couro sintético, tecido, rendas para revestir e componentes internos da estrutura sem derivação animal.", explica a estilista que no fim de fevereiro abre uma loja nos Jardins.

PÚBLICO ALVO

Segundo Renata, 99% das noivas que procuram seus vestidos não são veganas ou vegetarianas. "Geralmente são mulheres que se identificam com os vestidos, que tem silhueta delicada, romântica, não tão opulenta. Elas também gostam do fato do vestido ser uma peça única, feita em moulage e exclusivamente artesanal. E claro, adoram os animais.”

 

 

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Attitude: nova marca de cosméticos orgânicos à base de mel e azeite acaba de chegar ao Brasil

Uma nova opção de cosméticos orgânicos e minerais chega ao Brasil: a marca americana Attitude, conhecida por usar ativos exóticos como lama negra do Mar Morto, mel e extrato de melão, que trazem benefícios para a pele.

A história da marca começou em Israel, na década de 1940, quando a família Ohayan criava produtos caseiros à base de sais do Mar Morto, azeite e mel – combinação velha conhecida no Oriente Médio como benéfica para a pele. Nos anos 1990, um dos membros da família levou a fórmula para os Estados Unidos e, junto a farmacêuticos dos dois países, a aperfeiçoou durante dez anos até chegar na Attitude.

Os produtos da Attitude são desenvolvidos para mulheres e homens, tendo uma linha exclusiva para eles. São indicados para todos os tipos de pele e não são testados em animais. Por enquanto, a marca conta com seis produtos no Brasil: dois hidratantes, uma máscara de lama negra e gel de limpeza à base de mel e azeite.

Attitude
attitudebrasil.com.br

 

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Geraldo Alckmin sanciona lei estadual que proíbe o teste de cosméticos em animais no estado, mas com alcance duvidoso

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou nesta quinta-feira (23.01) a lei que proíbe o teste em animais para produção de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal. A lei deve ser publicada no Diário Oficial na sexta-feira (24.01).

O projeto, de autoria do deputado Feliciano Filho (Partido Ecológico Nacional), foi aprovado em dezembro de 2013 pela Assembleia Legislativa e prevê multa de até R$ 1 milhão por animal, além de suspensão do alvará de funcionamento e multa ao profissional envolvido, de cerca de R$ 40 mil.

"O fator decisivo é você proteger os animais, como deve proteger o meio ambiente, os mais indefesos", justificou em comunicado o governador, que se reuniu com ativistas do assunto na segunda-feira (21.01). "Há métodos alternativos à utilização de animais, como testes in vitro e metodologias usando computadores".

São Paulo é o primeiro estado brasileiro a promulgar uma lei do gênero, que tem paralelos pioneiros em algumas cidades, como Jundiaí.

A apresentadora Luisa Mell, que participou da ação nas redes sociais que pressionou a decisão do governador, classifica a lei como "uma grande vitória para os animais". "O Brasil é o maior consumidor de cosméticos do mundo e temos que investir em alternativas", define.

Já Adriana Pierin, presidente da ONG Move Your Ass For The Animais, tem suas reservas sobre o assunto. "É um começo importantíssimo, mas tem suas falhas, assim como todas as leis.”

Para Adriana, a principal preocupação a partir de agora é controlar a fiscalização, que deve ser feita pela Secretaria de Saúde, além de levar a lei para outros estados. "Acredito que com a aprovação da lei em São Paulo, outros vão se sentir mais seguros para aderir à proibição. Grupos já estão tomando essa frente. Ou as empresas que fazem esse tipo de serviço vão mudar de estado e isso não vai limitar as marcas.”

A QUEM AFETA?

Apesar de aparentemente abrangente, a lei nº 777/2013 não atinge empresas situadas em São Paulo que fazem testes fora do estado. E também não vale para laboratórios que fazem esse serviço para a indústria de remédios - como o caso do Instituto Royal, que deflagrou a criação da lei, em novembro de 2013.

Complicado é encontrar quem aponte diretamente empresas ou marcas que fazem tais testes dentro do território paulistano. Adriana cita a Unilever, que já divulgou comunicado em 2013 negando os testes.

Luisa considera que boa parte das empresas será afetada, mas sem dar nomes. “A maioria fala que não testa em animais, mas usa ingredientes que são testados. Eu não posso citar as empresas que utilizam ou importam esses ingredientes, pois estamos no meio de um processo de substituição desses ingredientes. Mas garanto que quase todas as empresas testam", diz.

"Não tem grandes impactos nas grandes empresas", disse o próprio deputado Feliciano Filho, no programa JC Debate da TV Cultura. "Se tiver alguma aqui, são marcas pequenas. Pois a grande maioria já se antecipou ou parou com os testes".

Depois da transmissão, conversamos pelo telefone com o deputado:

Deputado, se a sua lei não tem impacto nas grandes empresas, para que serve?
Eu não disse isso. Disse que as grandes empresas não realizam mais testes em animais e por isso não serão afetadas.

Desde quando elas não realizam mais testes em animais?
Eu não sei... Faz um tempo.

Então elas já não realizavam mais testes antes da lei que proíbe tais testes?
É, eu não sei desde quando.

Então sua lei vai atingir as pequenas empresas? Para que serve?
Ela normatiza, cria um regulamento, proíbe o uso de animais. Quem quiser fazer teste, não pode mais fazer.

Mas quais empresas realizam esses testes em São Paulo?
Não tenho esse levantamento...

Quem será afetado?
Sei que temos cerca de 2 mil empresas de cosméticos, não sei se no estado ou no país. E algumas dessas devem ser afetadas.

Procurada pelo Chic, a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) não disponibilizou um representante para se manifestar sobre o assunto.

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Nike lança uniforme da Seleção Brasileira de Futebol feito de material reciclado e com reforço nas áreas de maior impacto

A Nike lançou neste domingo (24.11) em evento no Forte de Copacabana, no Rio, o novo uniforme da seleção brasileira para a Copa do Mundo que acontece no Brasil em 2014. Com novo desenho da gola em Y, acabou ficando com cara de peça vintage, muito provavelmente para resgatar o imaginário em torno da seleção no seu tempo áureo, nos anos 1960 e 1970. Porém, como na moda, as maiores novidades estão menos na parte de estilo e mais na tecnologia dos materiais e de sua construção.

Este uniforme é promovido como o mais leve de sua história (16% mais leve do que o anterior) e também com apelo sustentável. Os shorts são feitos de 100% de poliéster reciclado, as camisas com 96% do mesmo material somado a 4% de algodão orgânico e as meias com 78%.  de poliéster reciclado. Para você ter uma ideia, são recicladas cerca de 18 garrafas plásticas na confecção de cada uniforme completo. Desde 2010, a Nike desviou mais de 2 bilhões de garrafas PET de aterros sanitários por conta disso.

O corpo dos jogadores foi escaneado não apenas para que as peças tivessem caimento exato sobre cada um deles, mas para identificar as regiões com maior nível de tensão durante os jogos, como peito, ombros e pernas, onde foram reforçados resistência e elasticidade. Os tecidos são projetados de modo que o suor evapore mais rapidamente por meio de zonas de ventilação por pequenos furos cortados a laser (nas axilas, no quadril e até no número que vai nas costas). Até as meias têm zonas de amortecimento no dedão e tornozelo, para proteger de impactos. São estes detalhes em inovação que devem repercutir no guarda-roupa cotidiano, muito além do verde-amarelo que vai estar na alta nos próximos anos.

A camisa está disponível para pré-venda no site Nike.com e chega às lojas de todo o Brasil a partir de 4 de dezembro, em duas versões: uma idêntica a dos jogadores, ao preço sugerido de R$ 329,90, e uma para torcedores, com preço sugerido de R$ 229,90.

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Couro na moda: projeto Design na Pele arma exposição com participação de Ronaldo Fraga e Heloisa Crocco

 Na terça-feira (29.10) ocorreu o lançamento do projeto Design na Pele, no Salão + B, feira de negócios da Abest que acontece no Museu Brasileiro de Escultura (MuBe), em paralelo ao SPFW.  Idealizado pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o projeto que busca incentivar os produtores a agregarem valor a matéria prima, trouxe trabalhos realizados por duas mentes criativas: Ronaldo Fraga, representando a moda, e a designer Heloisa Crocco. No espaço, foram expostos trabalhos desenvolvidos por ambos em parceria com 12 curtumes, todos integrantes do CICB. “Contamos com a participação do maior produtor de couro do mundo até o menor, com apenas 4 funcionários”, conta Mauricio Medeiros, coordenador do projeto.

Hoje, o Brasil é o maior produtor de couro do mundo. Exportamos 70% da produção, sendo apenas 30 por cento para uso interno. “Apesar de grande e bem estruturada, a indústria nacional não trabalha o valor do material. O Design na Pele veio para aculturar o senso estético dos curtumes”, explica Mauricio. Mas a mudança não acontece de um dia para o outro. “Não é contratando um estilista e colocando em um curtume. É uma mudança cultural,” diz Mauricio. A ideia do projeto do CICB foi, portanto, reunir pessoas com grande conhecimento em sua área para ajudar e fazer com que estes empresários entendessem o valor do acabamento nas peças.  

A designer Heloisa Crocco trabalhou mais com couros exóticos para mostrar que uma simples pele pode revestir puxadores, ou conviver com outros materiais para virar um objeto de decoração. Já Ronaldo trabalhou a cultura de cada curtume para desenvolver peças de roupas.

Esta é a primeira vez que o projeto é apresentado para o público da moda. O lançamento oficial foi feito na Casa Brasil, feira de design, móveis e decoração no Rio Grande do Sul. Futuramente, a exposição será exibida em feiras internacionais. A próxima está programada para a China.  

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Visual merchandising sustentável é constante no varejo de moda; especialista comenta dificuldades no setor

Práticas sustentáveis já deixaram de ser tendência para se tornar uma constante no varejo brasileiro de moda. Na área de visual merchandising, as marcas estão descobrindo maneiras de criar projetos com materiais reciclados ou reaproveitados, sem perder sua essência. Existem opções de lojas que alugam objetos de design feitos com materiais reciclados, como a H18 e a 100T, para eventos e lojistas. Esta última decora atualmente o Salão +B, evento de negócios da Abest que acontece alinhado com a programação do SPFW.

A visual merchandiser Juliemy Macahado, que produz diversos trabalhos verdes para grandes marcas e lojistas de todo o Brasil, acredita que o VM sustentável deve continuar a ser difundido e ir muito além do uso de materiais reciclados, como acervo de objetos cenográficos para adaptações em futuros projetos ou troca de iluminação por leds, por exemplo. “Isto é algo muito comum hoje em dia. As empresas querem reutilizar e economizar e faz parte do nosso trabalho enxergar de diversas formas um espaço e ou objeto”, diz.

Porém, a projetos deste tipo não são facilmente executados de maneira 100% sustentável. “No Brasil, não temos muitas opções de acabamentos e o os materiais não são de fácil acesso, pois muitas vezes tem o valor muito superior do que o comum”, explica. Outra falha que ela aponta é a maneira como o material é descartado. “O poliestireno deveria ser picado e reciclado após o seu uso, mas não temos um recolhimento especial deste tipo de material. Geralmente tudo é jogado fora”, diz ela, que trabalha com poliestireno, mdf e isopor reciclados, pelo melhor relação custo-benefício.

Ao contrário do que muitos pensam, uma vitrine sustentável não precisa necessariamente ter uma estética verde e pode ser moldada de acordo com o perfil da marca. Um exemplo é o trabalho realizado pela rede de lojas norte-americana Anthropologie. Referência no processo de reutilização de material, a empresa costuma apresentar vitrines e ambientações extremamente criativas.

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